É necessário reinventar uma nova história
reaprender a andar por veredas antigas
cônscio do batismo de angústia
e do plágio esquecimento
dor
metáfora fundadora da oração
flecha do tempo em espiral
polarização que emancipa o orgulho
o meu apelo é medo
que se esvai na segura possibilidade
de uma eternidade
divorciado do criador
daí a necessidade de reinventar
novos horizontes
mas seguir seguro por terras dantes pisadas
quiçá
derramar desespero pela estrada
mas seguir
como um eterno aprendiz no tempo
imune a obsessão de desconstruir
e fundar um sincretismo acrítico
servir
pois é na servidão
que se celebra a fragmentação
das diferenças
idilio
poesias, prosas, desabafos, comentários jurídicos e outros pontos e contos. Contato: idiliooliveiraaraujo@outlook.com ; idiliooliveira ( Skype ) ; idílio araujo ( facebook )
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
A dor em dó
A terra chora a fome e o desamor
e ainda tento plantar a flor
as crianças choram
do outro lado da rua
e aqui
almoço olhando o mar
minha poesia é minha calma
e meu lamento
mas a confusão
dentro de mim
é escárnio
não posso viver o mar
quando a dor canta em dó
a tragédia de viver aqui
creio que a dor
é apenas uma volta
quando tudo está perdido
a lágrima da fome
busca um novo presente
a minha lágrima é esquecimento
e a dor que trago
por saber-me inercial
nesta história
lamento
idilio
e ainda tento plantar a flor
as crianças choram
do outro lado da rua
e aqui
almoço olhando o mar
minha poesia é minha calma
e meu lamento
mas a confusão
dentro de mim
é escárnio
não posso viver o mar
quando a dor canta em dó
a tragédia de viver aqui
creio que a dor
é apenas uma volta
quando tudo está perdido
a lágrima da fome
busca um novo presente
a minha lágrima é esquecimento
e a dor que trago
por saber-me inercial
nesta história
lamento
idilio
O amor é lírio
O amor é lírio
é forte
é frágil
O amor derrama
e enrama
é líquido
e engana
quando flui
espanta
meu amor é simples
descanso
e espanto
quando sem sentir
explode em pranto
meu e teu
é sozinho
esquecimento
mas
por vezes
unguento
meu amor é pleito
mas hoje
segredo
saudade das mãos
e do colo
do descanso
o meu amor é lírio
é frágil
decerto
e outras
deserto
oásis de mim
e meu fim
idilio
é forte
é frágil
O amor derrama
e enrama
é líquido
e engana
quando flui
espanta
meu amor é simples
descanso
e espanto
quando sem sentir
explode em pranto
meu e teu
é sozinho
esquecimento
mas
por vezes
unguento
meu amor é pleito
mas hoje
segredo
saudade das mãos
e do colo
do descanso
o meu amor é lírio
é frágil
decerto
e outras
deserto
oásis de mim
e meu fim
idilio
domingo, 18 de agosto de 2013
O amor órfão
o amor tem um percurso duplamente estranho
em um primeiro momento antecipa-se bloqueando a razão
em um segundo momento entende que não se deve subverter a ordem
e procede a uma análise crítica da ilusão de viver o sonho projetado pela sua insânia
Eis que é necessário transformar esse poder desigual
do desprezo da razão e a própria razão maquiada que substitui o platonismo inicial
é necessário construir alternativas para o esquecimento e boicotar o amor
desconstruindo a aspiração e desarmando a resistência
em um confronto do esquecimento
afinal o que vem depois só tem sentido se já estava antes
como as ausências e a convulsão das raízes e opções
é um desperdício reconhecer as diferenças e os mundos desiguais
e sentir o amor como se vírus, excluindo as possibilidades do encanto
permitindo o desencanto disfarçado em apropriação transformadora
e a minha luta incessante gera a indolência
mas reconheço demasiadamente tardio
a minha lembrança está longe de restar perdida.
idilio
em um primeiro momento antecipa-se bloqueando a razão
em um segundo momento entende que não se deve subverter a ordem
e procede a uma análise crítica da ilusão de viver o sonho projetado pela sua insânia
Eis que é necessário transformar esse poder desigual
do desprezo da razão e a própria razão maquiada que substitui o platonismo inicial
é necessário construir alternativas para o esquecimento e boicotar o amor
desconstruindo a aspiração e desarmando a resistência
em um confronto do esquecimento
afinal o que vem depois só tem sentido se já estava antes
como as ausências e a convulsão das raízes e opções
é um desperdício reconhecer as diferenças e os mundos desiguais
e sentir o amor como se vírus, excluindo as possibilidades do encanto
permitindo o desencanto disfarçado em apropriação transformadora
e a minha luta incessante gera a indolência
mas reconheço demasiadamente tardio
a minha lembrança está longe de restar perdida.
idilio
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Caruaru
O que dirias
das ruas que pisei
estradas e marcas
e aí morei
meus beijos e lágrimas
nostálgicas calçadas e praças
e a casa que vivi
janelas passadas
por onde andei
e em tuas entranhas
depositei filhos e lágrimas
amei amei
tuas largas esquinas
e namorei teus sinos
tua espera e herança
por fim
fica sempre por saber
não te insinuas em mim
pois não posso mais
celebrar a fragmentação
das tuas diferenças
Caruaru
o meu apelo foi
aprender com tu
a necessidade de reinventar
a minha história
e condensei
o teu nome em mim
e hoje
imune à obsessão de desconstruir
oculto a tua relação desigual
de ser meu ontem
e meu fim
idilio
das ruas que pisei
estradas e marcas
e aí morei
meus beijos e lágrimas
nostálgicas calçadas e praças
e a casa que vivi
janelas passadas
por onde andei
e em tuas entranhas
depositei filhos e lágrimas
amei amei
tuas largas esquinas
e namorei teus sinos
tua espera e herança
por fim
fica sempre por saber
não te insinuas em mim
pois não posso mais
celebrar a fragmentação
das tuas diferenças
Caruaru
o meu apelo foi
aprender com tu
a necessidade de reinventar
a minha história
e condensei
o teu nome em mim
e hoje
imune à obsessão de desconstruir
oculto a tua relação desigual
de ser meu ontem
e meu fim
idilio
Ventre livre
Tantos janeiros vividos e sonhados
ainda compositor da vida
buscando atalhos perfeitos
na ilusão de um mundo sem mágoas
em estorno por terras dantes pisadas
sem ser o mais o mesmo
ainda sou quem erra
e espera a volta do novo
ou do ladrão
tenho lágrimas pisadas
e difluais que não merecem a atenção
meu canto é surdo
e ainda na contra-mão
se eu clamar
o que você irá escutar
seria o fim de festa
com meus versos
ou ingratidão
cada peça iludida que encenei
cada culpa que vesti
disfarçadamente escrevi
e o que convém
não senti
só busquei quimeras
desprezo a chegada e a partida
mas ainda assim
prenso o meio dia
e sou apenas um andante
por aqui
mas
enquanto a chama arder
serei tudo
e a lágrima que purifica
encharca a dor do mundo
e irei fundo
no ventre da terra
ainda compositor da vida
buscando atalhos perfeitos
na ilusão de um mundo sem mágoas
em estorno por terras dantes pisadas
sem ser o mais o mesmo
ainda sou quem erra
e espera a volta do novo
ou do ladrão
tenho lágrimas pisadas
e difluais que não merecem a atenção
meu canto é surdo
e ainda na contra-mão
se eu clamar
o que você irá escutar
seria o fim de festa
com meus versos
ou ingratidão
cada peça iludida que encenei
cada culpa que vesti
disfarçadamente escrevi
e o que convém
não senti
só busquei quimeras
desprezo a chegada e a partida
mas ainda assim
prenso o meio dia
e sou apenas um andante
por aqui
mas
enquanto a chama arder
serei tudo
e a lágrima que purifica
encharca a dor do mundo
e irei fundo
no ventre da terra
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Pérolas para ostras vazias. Romanos 6:15.23
Somos servos das nossas escolhas
e portanto, na qualidade de servos, devemos obediência.
E exatamente por obedecermos somos servos.
Mas a obediência pela dependência
não é obediência é medo.
A obediência só é obediência verdadeira se for obediência de coração.
Não só por ser servo
mas por amar o seu Senhor.
Amor por amor, não por dependência ou temor.
O cristão é servo do Cristo Jesus
e portanto na qualidade de servos devemos obediência
e exatamente por obedecermos somos servos.
Mas a obediência é amar
e amar acima de todas as coisas e todas as coisas.
Quem é verdadeiramente servo?
e portanto, na qualidade de servos, devemos obediência.
E exatamente por obedecermos somos servos.
Mas a obediência pela dependência
não é obediência é medo.
A obediência só é obediência verdadeira se for obediência de coração.
Não só por ser servo
mas por amar o seu Senhor.
Amor por amor, não por dependência ou temor.
O cristão é servo do Cristo Jesus
e portanto na qualidade de servos devemos obediência
e exatamente por obedecermos somos servos.
Mas a obediência é amar
e amar acima de todas as coisas e todas as coisas.
Quem é verdadeiramente servo?
Pérolas para ostras vazias - Mt 6.12
"Perdoa as nossas dívidas
assim como nós temos perdoado
aos nossos devedores"
É interessante entender a diferença básica entre a desculpa e o perdão.
Evidente que só se tira a culpa de alguém pela desculpa, pois que desculpar
é dizer , olha você não tem culpa, eu compreendo que você agiu assim por
este motivo, um motivo que eu entendo.
Com relação ao perdão você diz: você fez isso, você tem culpa mas eu aceito o seu pedido de perdão; jamais vou lançar isso em seu rosto e tudo entre nós será exatamente como era antes.
C S Lewis, diz que a existência de uma desculpa é a existência de uma circunstância atenuante. A desculpa atenua a culpa.
Perdoa-se o indesculpável e essa é a atitude esperada de um cristão.
Jesus vincula o merecimento do perdão ao próprio perdão ou seja, Jesus diz na oração dominical, olha você só será perdoado na exata medida que também perdoa, e não olvide que perdoar é esquecer.
idilio
assim como nós temos perdoado
aos nossos devedores"
É interessante entender a diferença básica entre a desculpa e o perdão.
Evidente que só se tira a culpa de alguém pela desculpa, pois que desculpar
é dizer , olha você não tem culpa, eu compreendo que você agiu assim por
este motivo, um motivo que eu entendo.
Com relação ao perdão você diz: você fez isso, você tem culpa mas eu aceito o seu pedido de perdão; jamais vou lançar isso em seu rosto e tudo entre nós será exatamente como era antes.
C S Lewis, diz que a existência de uma desculpa é a existência de uma circunstância atenuante. A desculpa atenua a culpa.
Perdoa-se o indesculpável e essa é a atitude esperada de um cristão.
Jesus vincula o merecimento do perdão ao próprio perdão ou seja, Jesus diz na oração dominical, olha você só será perdoado na exata medida que também perdoa, e não olvide que perdoar é esquecer.
idilio
o inconformismo da banalização
Vivenciamos o inconformismo da banalização
e essa verdade que se visualiza nas ruas da cidades
é uma representação transparente da realidade
Mas a verdade não pode ser uma separação absoluta
entre a tragédia e o inconformismo
a verdade deve superar essa dicotomia
e ir além em uma necessidade de reinventar
a realização pratica de valores morais
a verdade não deve transitar entre o sim e o não
entendendo o sim como uma metáfora do desejo humano
basta
essa é a nossa bandeira e pleiteamos o fim
não de uma sociedade injusta
mas o fim da banalização da corrupção e do excesso
idilio
e essa verdade que se visualiza nas ruas da cidades
é uma representação transparente da realidade
Mas a verdade não pode ser uma separação absoluta
entre a tragédia e o inconformismo
a verdade deve superar essa dicotomia
e ir além em uma necessidade de reinventar
a realização pratica de valores morais
a verdade não deve transitar entre o sim e o não
entendendo o sim como uma metáfora do desejo humano
basta
essa é a nossa bandeira e pleiteamos o fim
não de uma sociedade injusta
mas o fim da banalização da corrupção e do excesso
idilio
a nossa canção
olha
nós não tivemos a nossa canção
nem paixão em nosso toque
mas
tivemos razão e o porque
de um amor assim assim
e eu posso até esperar
você voltar
e quem sabe assim
te invento uma canção
e será então
nossa canção
olha
nós inventamos um mundo
descartamos o espaço
iludimos o tempo
mas
não tivemos
a nossa canção
e eu me pergunto
nessas serras
tão longe de casa
será que andas descalça?
será que pensas em mim?
assim assim
e eu fico a te esperar na janela
apenas é uma espera
e não uma canção
a canção que eu inventei
pra ela
nós não tivemos a nossa canção
nem paixão em nosso toque
mas
tivemos razão e o porque
de um amor assim assim
e eu posso até esperar
você voltar
e quem sabe assim
te invento uma canção
e será então
nossa canção
olha
nós inventamos um mundo
descartamos o espaço
iludimos o tempo
mas
não tivemos
a nossa canção
e eu me pergunto
nessas serras
tão longe de casa
será que andas descalça?
será que pensas em mim?
assim assim
e eu fico a te esperar na janela
apenas é uma espera
e não uma canção
a canção que eu inventei
pra ela
quinta-feira, 9 de maio de 2013
murmurações
Meu coração está ferido como látego
e vencido pela frutificação da iniquidade
e da maldade
Os servos encharcados
e os iníquos cheios de exalão
com seus rebanhos em demasia.
Me pergunto tresloucado
porque jaz os filhos do altíssimo
em desastre e dor?
Seria ingratidão servir ao Senhor Deus
e não viver em escravidão
já que os filhos da depravação
ostentam suas riquezas
e suas escamoestações.
Ah! Senhor dos desgraçados
onde o teu cajado e tuas promessas
para os filhos de Sião
por que Deus da miséria
não amenizas a dor dos teus filhos
que clamam por perdão
Serias o caminho da salvação
mas postergas para além da perdição
as dádivas das promessas juramentadas
pelo chão
Ah! filhos da lamentação
murmuras por conversão
inquietos deitas e não buscas o pão
jaz feito dor que exparge e não quebra
mas que é carniça por estagnação
Filhos da imaginação
te indignas, gritas e até adormeces em oração
mas não voltas à casa do perdão.
e vencido pela frutificação da iniquidade
e da maldade
Os servos encharcados
e os iníquos cheios de exalão
com seus rebanhos em demasia.
Me pergunto tresloucado
porque jaz os filhos do altíssimo
em desastre e dor?
Seria ingratidão servir ao Senhor Deus
e não viver em escravidão
já que os filhos da depravação
ostentam suas riquezas
e suas escamoestações.
Ah! Senhor dos desgraçados
onde o teu cajado e tuas promessas
para os filhos de Sião
por que Deus da miséria
não amenizas a dor dos teus filhos
que clamam por perdão
Serias o caminho da salvação
mas postergas para além da perdição
as dádivas das promessas juramentadas
pelo chão
Ah! filhos da lamentação
murmuras por conversão
inquietos deitas e não buscas o pão
jaz feito dor que exparge e não quebra
mas que é carniça por estagnação
Filhos da imaginação
te indignas, gritas e até adormeces em oração
mas não voltas à casa do perdão.
terça-feira, 30 de abril de 2013
PERTINHO DO MEL
vem
deita aqui
sou tua
beija aqui
pertinho do mel
vem
e joga o gosto de tudo
na minha boca
sou tua
morde aqui
bem perto do fim
morde em mim
enfim
sou tua
lua nua
tua espera
vem
mas feche a porta
que enrosca em ti
sou tua
lua nua
que grita em ti
sou tua volta
mas
não espera
morde em mim
sou tua voz
chora em mim
machuca
mas não chuta
só gosta em mim
sou tua
beija aqui
bem perto do fim
sou gruta e espaço
que espera por ti
vem
deita
bem aqui
deixa a rua molhada
mas fecha a porta
que enrosca em ti
vem
deita aqui
sou tua
beija aqui
pertinho do mel
vem
e joga o gosto de tudo
na minha boca
sou tua
morde aqui
bem perto do fim
morde em mim
enfim
sou tua
lua nua
tua espera
vem
mas feche a porta
que enrosca em ti
sou tua
lua nua
que grita em ti
sou tua volta
mas
não espera
morde em mim
sou tua voz
chora em mim
machuca
mas não chuta
só gosta em mim
sou tua
beija aqui
bem perto do fim
sou gruta e espaço
que espera por ti
vem
deita
bem aqui
deixa a rua molhada
mas fecha a porta
que enrosca em ti
vem
FERA
o meu amor é descanso
é meu
mas não se resume em mim
nasce aqui
mas se derrama
pelas fendas do mundo
o meu amor é tudo
mas se divide
pelas ruas dos amores
é silencio quando espera
mas verbera
quando chega
e explode
pelas teias que enreda
o meu amor é frágil
eis que despedaça
e por vezes quebra
mas que
rasga a carne
e às vezes é fera
quando em pedaços
dilacera
é meu
mas não se resume em mim
nasce aqui
mas se derrama
pelas fendas do mundo
o meu amor é tudo
mas se divide
pelas ruas dos amores
é silencio quando espera
mas verbera
quando chega
e explode
pelas teias que enreda
o meu amor é frágil
eis que despedaça
e por vezes quebra
mas que
rasga a carne
e às vezes é fera
quando em pedaços
dilacera
PERDOAR
Perdoar a quem perdeu
sou eu
sou eu
perdoar a quem sofreu
e eu
e eu
perdoar
mesmo que o depois
seja o único motivo
para chorar
mesmo que amar
seja descansar
e meu
e teu
despertar
perdoar
e rasgar o ninho
da espera
amar
amar
distrair a solidão
da calma
da alma vazia
de amar
amar
perdoar
e de repente
tudo volta pro lugar
que se perdeu
o meu
o teu
e eu
e eu
sou eu
sou eu
perdoar a quem sofreu
e eu
e eu
perdoar
mesmo que o depois
seja o único motivo
para chorar
mesmo que amar
seja descansar
e meu
e teu
despertar
perdoar
e rasgar o ninho
da espera
amar
amar
distrair a solidão
da calma
da alma vazia
de amar
amar
perdoar
e de repente
tudo volta pro lugar
que se perdeu
o meu
o teu
e eu
e eu
sábado, 6 de abril de 2013
DEPOIS DO ANTES
quero dançar com você
depois do antes
e acordar no antes
pelo prazer do depois
te espero e te quero
como se ama o que sempre foi
mesmo depois do depois
pois que é eterno
enquanto chama
pois que é infinito
eis que renasce
toda manhã
enquanto queima
e ainda que esquecido
arde sozinho
para renascer no depois
quero esse querer
mesmo que não queiras
querer-me
pois se é leve
eis que flutua
pelo espaço que há
entre o depois e o antes
de nós dois
e depois de você
pra que
pra que
depois do antes
e acordar no antes
pelo prazer do depois
te espero e te quero
como se ama o que sempre foi
mesmo depois do depois
pois que é eterno
enquanto chama
pois que é infinito
eis que renasce
toda manhã
enquanto queima
e ainda que esquecido
arde sozinho
para renascer no depois
quero esse querer
mesmo que não queiras
querer-me
pois se é leve
eis que flutua
pelo espaço que há
entre o depois e o antes
de nós dois
e depois de você
pra que
pra que
terça-feira, 5 de março de 2013
NO FOSSO DA TUA ESPERA
Você já se imaginou de volta
depois da curva deixada
atras da porta
e na volta
descobrir que não partiu
que tudo não passou
de uma imagem torta
no fosso da tua espera
Você já fechou os olhos
querendo apagar o teu presente
e acordar no teu passado
já sonhou viajar sem porto
em direção ao infinito do ontem
sem perdas e danos
já ficou quieta
esperando a lágrima fugir de dentro
bem pra longe de ti
e nessa espera
esqueceu de desejar a volta
e que valeu a pena
tudo
tudo valeu a pena
nessa cena
de uma outra história
depois da curva deixada
atras da porta
e na volta
descobrir que não partiu
que tudo não passou
de uma imagem torta
no fosso da tua espera
Você já fechou os olhos
querendo apagar o teu presente
e acordar no teu passado
já sonhou viajar sem porto
em direção ao infinito do ontem
sem perdas e danos
já ficou quieta
esperando a lágrima fugir de dentro
bem pra longe de ti
e nessa espera
esqueceu de desejar a volta
e que valeu a pena
tudo
tudo valeu a pena
nessa cena
de uma outra história
sábado, 23 de fevereiro de 2013
O peixe e o pássaro
Um dia, um peixe ousado, por contemplar o céu e sonhar com aquele imenso azul, imaginou-se pássaro e sonhava noite e dia naquele céu.
Não seria diferente, seria indesculpável a temeridade de se expor, mas asilou a tentação de voar.
Qual estivesse amparado por estranha força invisível, depois de beijar enternecido o ar, mergulhou quase que seguro naquele estranho e desconhecido mundo, mas seu mar.
Todas as tardes dividia o olhar entre o firmamento cintilante e as águas tranquilas, e sempre abismava-se em profundas indagações que nenhum outro peixe poderia sondar.
Morrer mil vezes, mas um dia deixaria esse mar, voaria e mesmo que tortura fosse assim sonhar e por menor que fosse esse padecimento em frente ao céu, não despojaria viver só para o mar.
Pobre peixinho, não obstante a fortaleza de sonhar, quando por vez primeira ouviu aquele pássaro cantar, cedeu a tortura que antecede o desalento, e entre a paixão inacessível, tentou fugir daquele cantar, mas em vão cedeu a fadiga de voltar bem próximo às margem, arriscar só para sentir aquela voz, aquele cantar.
Venceu a inquietude e a solidão o compelia a recuar, mas ainda assim todo ocaso estava lá, aquela paixão que lhe conspurcava a paz de sonhar e desejar ser passaro só para voar. Já não era ele, que sonhava, aquele pássaro já era ele e ele não sabia explicar, e nem sabia se cantava ou estava só a escutar.
O peixinho compreendeu que vivia em um mundo e aquele que ele via na lusa fusca e que mergulhava por vezes e sentia-se voar era outro mundo outra vida, que ele um dia estaria por lá, seria pássaro, cantaria da nostalgia de querer voltar para o mar.
Aquela paixão entre dois mundos tão próximos mas tão distantes pois que um não poderia permanecer no mundo do outro se não por instantes, apenas instantes e no depois seu mundo ainda era o mar.
Amar, amar, o pássaro e o mar, ambos pertenciam a ele, e ele era às vezes pássaro às vezes era mar. Mesmo em corpos diferentes, mesmo em mundos diferentes, mas o tempo, o tempo essa medida do que não há, o tempo era por vezes o medidor de mundos, era sim, aquilo que lhe dizia, que ele podia ser ao mesmo tempo, pássaro, peixe e mar, tudo se resumia na vontade de materializar, de se ver em um mundo ou em outro lugar, tudo era possível na ideoplastia de materializar a vontade aqui e acolá, o que importava era sentir e sentir às vezes até que não se encontra em qualquer lugar, sentir é algo que mora no lado de cá, no lado de cima do coração quando se esprai em sonhar.
Ser peixe por ora, ser pássaro sem demora, tanto aqui como lá, são mundos reais, pois é real também sonhar, imaginar , desejo que torna-se vontade pelo acionar, pela ação de querer, o desejo passa a se materializar do lado de cá.
Ah! o peixinho estava apaixonado, e paixão é o climax da ideoplastia, pois materializa o objeto da paixão de tal forma que não se sabe mais o que é peixe e o que mostra-se fora do mar, pásssaro que voa ou peixe que ama, tudo, tudo é um só lugar.
Acordou ainda noite, estava em um galho bem próximo a face limpida do lago azul. Apertou bem os olhos e conseguiu visualizar no ocaso do acordar, aquele peixinho bem próximo,quase a lhe tocar e de repente olhou bem para as suas asas e inventou um vôo.
Mesmo voando ele não conseguia distinguir se ele era passáro que havia sonhado ser um peixe ou se era um peixe sonhando voar. Sentiu a carícia do vento e o beijo deslizava por entre seu bico e penas, mas ainda assim, não sabia se era peixe, passáro ou mar. Mas sabia e sentia que amava e amava aquele peixe e aquele mar e não importava se ele sonhava ou estava do lado de lá e sim importava que sentia e sentir é viver todo dia é ser peixe, é ser passáro e mar, é ser vento e céu é ser tudo, tudo que há, é sempre estar em algum lugar.
Ser peixe por ora, ser pássaro sem demora, tanto aqui como lá, são mundos reais, pois é real também sonhar, imaginar , desejo que torna-se vontade pelo acionar, pela ação de querer, o desejo passa a se materializar do lado de cá.
Ah! o peixinho estava apaixonado, e paixão é o climax da ideoplastia, pois materializa o objeto da paixão de tal forma que não se sabe mais o que é peixe e o que mostra-se fora do mar, pásssaro que voa ou peixe que ama, tudo, tudo é um só lugar.
Acordou ainda noite, estava em um galho bem próximo a face limpida do lago azul. Apertou bem os olhos e conseguiu visualizar no ocaso do acordar, aquele peixinho bem próximo,quase a lhe tocar e de repente olhou bem para as suas asas e inventou um vôo.
Mesmo voando ele não conseguia distinguir se ele era passáro que havia sonhado ser um peixe ou se era um peixe sonhando voar. Sentiu a carícia do vento e o beijo deslizava por entre seu bico e penas, mas ainda assim, não sabia se era peixe, passáro ou mar. Mas sabia e sentia que amava e amava aquele peixe e aquele mar e não importava se ele sonhava ou estava do lado de lá e sim importava que sentia e sentir é viver todo dia é ser peixe, é ser passáro e mar, é ser vento e céu é ser tudo, tudo que há, é sempre estar em algum lugar.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
desaviso
E se eu disser que te amei
acreditarias em minhas lembranças?
se não busquei a eternidade do nosso vislumbre
vaguei em solilóquio doloroso
mas eis que tu vagueias em mim
como querobim desavisado
sigo amando teu espento
de não te ter por descanso
e se eu disser que sigo
e é reflexivo o meu desaviso
e amando e amando
por vezes te escuto em verde e rosa
me querendo tanto
Parou naquela estação
o prazer que explodia
a nossa emoção
conta-me a tua vida
por agora
tua filha que chora
quando escapa teu seio
e das horas que cantas
e encantas o beijo de agora
do espaço molhado
entre o céu e o teu laço
da tua nova esperança
da tranca quando tranças
a porta atras de ti
idilio
acreditarias em minhas lembranças?
se não busquei a eternidade do nosso vislumbre
vaguei em solilóquio doloroso
mas eis que tu vagueias em mim
como querobim desavisado
sigo amando teu espento
de não te ter por descanso
e se eu disser que sigo
e é reflexivo o meu desaviso
e amando e amando
por vezes te escuto em verde e rosa
me querendo tanto
Parou naquela estação
o prazer que explodia
a nossa emoção
conta-me a tua vida
por agora
tua filha que chora
quando escapa teu seio
e das horas que cantas
e encantas o beijo de agora
do espaço molhado
entre o céu e o teu laço
da tua nova esperança
da tranca quando tranças
a porta atras de ti
idilio
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
lusa-fusca
Dirias
idílio
e nada respoderias além do eco em mim
tudo é tão átimo
e nem represento que hoje
é o ágora
se meus olhos fecham
e nem sei se o presente é o que se quis
Dirias
Deus
e nada responderias
além do desejo de vive-Lo
é fusca a lusa da minha viagem
idílio
e nada respoderias além do eco em mim
tudo é tão átimo
e nem represento que hoje
é o ágora
se meus olhos fecham
e nem sei se o presente é o que se quis
Dirias
Deus
e nada responderias
além do desejo de vive-Lo
é fusca a lusa da minha viagem
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
o ano que morreu
Meu bem
Tudo de repente sumiu
E olha que nem é primeiro de abril
Mas esse teu olhar no meu
Foi teu desejo
E não seu
Meu bem
Hoje o ano sumiu
E olha que nem assim
Você ressurgiu
Mas o meu pensamento
No teu
Foi desejo meu
E não teu
Meu bem
Leia
teu passado no meu
e olha que nem sou teu
nem eu
sou assim
como o ano que morreu
meu bem
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