Alguém pode ser obrigado a crer na minha crença em detrimento de sua cultura e daquilo que acredita?
A vontade é libérrima ou pré determinada? Questiona-se a imposição de determinada religião em detrimento de outra, de determinada crença que coloniza e impõe aceitação.
Existe um modo de atrair para que alguém se incline para o meu desejo ou o objeto do meu desejo, que na minha cosmovisão é a verdade?
Qual a verdadeira religião? E qual a base que utilizo para responder a essa questão?
Argumenta se que quando os Portugueses chegaram às costas tupiniquim encontraram um povo selvagem e resolveram domesticar esse povo impondo a sua cultura e a sua religião através da violência e suprimiram a liberdade ou o livre arbítrio da escolha.
Hoje vivemos essa colonização cultural nas Religiões e a demanda é que cada uma é detentora da sua verdade.
A violência estrutural ou inversa é factual.
Passo a chamar de colonização espiritual essa imposição religiosa por aqueles que se auto denominam de “domadores de povos”.
Nisso vamos voltar a 1.500 ou mais precisamente para 1.503 quando o jovem servilhano Bartolomeu de Las Casas desembarcou na América Central, e inicia uma crítica a imposição, pela força, da crença cristã aos nativos.
Vamos utilizar esse estudo crítico para formalizar ao que chamamos Colonização espiritual na pós modernidade de forma que teremos como base os objetos das Ciências das religiões para fortalecer o livre arbítrio e a convivência harmoniosa das diversas religiões.
A análise das atividades e atitudes de Las Casas para com os índios e os negros, destravam a possibilidade referências de justiça social e enquadra das religiões como ponte efetiva de justiça social.
O que vem a ser evangelização na visão de Las Casas e hodiernamente o que visualizamos em sede de evangelização?
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