sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Já não há caminhos pra voltar

Já não há caminhos pra voltar


A vida segue em frente 

Os sonhos estancam e deixam cicatrizes

Você muda de endereço e de pele

A lágrima petrifica na íris nua

O andar descalço machuca e fortalece

A alma cheia de esquinas 


A vida segue em frente 

E já não há caminhos pra voltar

O amor esfria o sangue que corre mais lento

Noite adentro

O olhar cansa a distância e escorre pela casa vazia


A vida segue em frente e por pouco tempo a neblina se desfaz e torna_se magoa

A dor arrasta o corpo cansado

e o copo vazio respinga gotas de suor da frieza da resposta do tempo que derrama a vida 


E segue em frente

Uma nova parada 

Um novo amanhecer 

O fim da espera deslumbra um novo horizonte


idilio

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