seria o limite o fim
ou seria o começo ?
Deus é o meu limite
o meu começo
Nele vivo
e além
existo sendo anátema perdido
Deus é o meu tempo subjetivo
o meu tempo de consciência
sem Ele fui tempo perdido
limite do amor profano
tormento retirado do seio do tempo
o limite não é aquilo
em que algo acaba
mas
a partir do qual
algo começa
Deus é o meu limite profundo
Idílio
poesias, prosas, desabafos, comentários jurídicos e outros pontos e contos. Contato: idiliooliveiraaraujo@outlook.com ; idiliooliveira ( Skype ) ; idílio araujo ( facebook )
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Pérolas para ostras vazias
João 6: 48. Eu sou o pão da vida.
Quem não asilou o corpo enlanguescido
diante da memória em padecimento
dividindo o olhar entre o firmamento e o alvorecer das injustiças
que tornou apático o seu dia
Não seria indesculpável temeridade deixar a ansiedade se alojar
em sua esperança e fazer-se desdita desmerecida?
não seria apático o presente esfomear-se diante do pão da vida?
crer é o princípio do desapego da cela corpórea do mundo físico
é alicerce para a glória futura em um aperfeiçoamento moral do mundo
é a desintegração das trevas
Cristo é o sol dos nossos destinos
é o pão da vida
alimento único que dissipa a nossa fome de justiça
Eu sou o pão da vida quem de mim se alimenta por mim viverá ( joão 6:57)
indiferente aos perigos da viagem caminhe na certeza incondicional
de que Ele vive em você e por você
alimente-se do pão da vida e não mais tenha fome de esperanças
e nem viva transido de assombro
idilio
Quem não asilou o corpo enlanguescido
diante da memória em padecimento
dividindo o olhar entre o firmamento e o alvorecer das injustiças
que tornou apático o seu dia
Não seria indesculpável temeridade deixar a ansiedade se alojar
em sua esperança e fazer-se desdita desmerecida?
não seria apático o presente esfomear-se diante do pão da vida?
crer é o princípio do desapego da cela corpórea do mundo físico
é alicerce para a glória futura em um aperfeiçoamento moral do mundo
é a desintegração das trevas
Cristo é o sol dos nossos destinos
é o pão da vida
alimento único que dissipa a nossa fome de justiça
Eu sou o pão da vida quem de mim se alimenta por mim viverá ( joão 6:57)
indiferente aos perigos da viagem caminhe na certeza incondicional
de que Ele vive em você e por você
alimente-se do pão da vida e não mais tenha fome de esperanças
e nem viva transido de assombro
idilio
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
eis-me aqui
eis-me aqui !
diga-me !
sem mágoas
que queres de mim ?
se nada por mim
ou de mim levarei
por Ti
se não
meu temor
e lágrimas vertidas
palavras feridas
sem querer
mas por ter que
descansar
em tuas mãos
não sei nem terei
lembranças de ti
pois
a tua presença
é tão constante
que não podes
não ser sentido
minuto a minuto
bem aqui
bem dentro
de mim
eis me aqui
idilio
diga-me !
sem mágoas
que queres de mim ?
se nada por mim
ou de mim levarei
por Ti
se não
meu temor
e lágrimas vertidas
palavras feridas
sem querer
mas por ter que
descansar
em tuas mãos
não sei nem terei
lembranças de ti
pois
a tua presença
é tão constante
que não podes
não ser sentido
minuto a minuto
bem aqui
bem dentro
de mim
eis me aqui
idilio
sábado, 28 de janeiro de 2012
sobre o amor
não se pode falar sobre o amor
mas dentro do amor se explica
a magia de amar
amar é forma de interrogar os sentidos
pelo movimento que se encontra
os diferentes nas semelhanças inusitadas
dentro do amor se ergue o seu púlpito
e faz-se uma leitura analitica do futuro
aclarando a resposabilidade dos protagonistas
faz-se do seu altar um lugar
onde se consome as ilusões de completude
dentro do amor
quando nada acontece
há um milagre que não estamos vendo
é a cegueira dos amantes
o sentimento vivo
na linha difusa
entre o bem e do mal
dentro do amor
torna-se eterna a razão
e não podemos
viver nada do amor
sem o amor
idilio
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Helena
Passei em frente à tua calçada
fugindo pra perto de ti
teus pés descalços e a rua molhada
entrei na tua casa
e foram tantos anos de espera
que nem lembro a cor dos teus olhos
beijei teu tempo
e de tão distante de mim
imaginei a dor de te ter tão minha
mas em um tempo diferente
caminhei lentamente no teu espaço
e em poucos dias transformei
o futuro em pretérito
esvaziei o presente
e fiz um tempo diferente
Helena
vou te chamar de Helena
e rever teu olhar agustiado
de expectração
quando deitei em tua cama
enquanto as claridades opalinas
da lua não haviam esperado
o fechamento absoluto
do leque imenso da noite
diante de seus olhos Helena
deixei transparecer o jardim
que escrevi teu nome
foi nesse instante
como se estivesse sob o império de estranho
e suave magnetismo
ouvi teu prazer desabar em mim
revelando ao mesmo tempo
uma melacolia majestosa
e em meu coração
marulhavam ondas de sentimentos
que até então eram-lhe ignoradas
não fugi de ti Helena
nem morri da solidão da noite
mas sou servo em um sentimento acrisolado
e procuro o crepúsculo
porém digo a ti helena
em minha voz quase melíflua
para sempre
escrevi contigo
uma das mais belas páginas afetivas
no livro das nossas vidas
choro
mas minhas lágrimas não são de compunção
e te peço silenciosamente
não me prives de continuar te amando
como louco que finge a sua desdita
julgueis o meu sentimento
pois
os que não julgam esquecem
Helena
Idílio
fugindo pra perto de ti
teus pés descalços e a rua molhada
entrei na tua casa
e foram tantos anos de espera
que nem lembro a cor dos teus olhos
beijei teu tempo
e de tão distante de mim
imaginei a dor de te ter tão minha
mas em um tempo diferente
caminhei lentamente no teu espaço
e em poucos dias transformei
o futuro em pretérito
esvaziei o presente
e fiz um tempo diferente
Helena
vou te chamar de Helena
e rever teu olhar agustiado
de expectração
quando deitei em tua cama
enquanto as claridades opalinas
da lua não haviam esperado
o fechamento absoluto
do leque imenso da noite
diante de seus olhos Helena
deixei transparecer o jardim
que escrevi teu nome
foi nesse instante
como se estivesse sob o império de estranho
e suave magnetismo
ouvi teu prazer desabar em mim
revelando ao mesmo tempo
uma melacolia majestosa
e em meu coração
marulhavam ondas de sentimentos
que até então eram-lhe ignoradas
não fugi de ti Helena
nem morri da solidão da noite
mas sou servo em um sentimento acrisolado
e procuro o crepúsculo
porém digo a ti helena
em minha voz quase melíflua
para sempre
escrevi contigo
uma das mais belas páginas afetivas
no livro das nossas vidas
choro
mas minhas lágrimas não são de compunção
e te peço silenciosamente
não me prives de continuar te amando
como louco que finge a sua desdita
julgueis o meu sentimento
pois
os que não julgam esquecem
Helena
Idílio
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
namorados
queria ser tua
namorada
queria me ver
em você
ser tua escrava
tua vara e condão
teu refrão
queria viver pra você
namorado
ser tua dama
teus projetos e teu espaço
caminhar ao teu lado
ser cidade
o látego da tua crítica insidiosa
e contundente
magoar-te
e morrer mil vezes
ao teu lado
ser teu gênero de tortura
ser tua flor viva
e reter-te no tronco
do nosso destino
ser tua
namorada
teu asilo e fuga
apaziguar teu gozo
quando atormentado
me pedires pra ser tua
queria ser tua cela
e tua dor
no fim do mundo
namorados
eternos namorados
idilio
namorada
queria me ver
em você
ser tua escrava
tua vara e condão
teu refrão
queria viver pra você
namorado
ser tua dama
teus projetos e teu espaço
caminhar ao teu lado
ser cidade
o látego da tua crítica insidiosa
e contundente
magoar-te
e morrer mil vezes
ao teu lado
ser teu gênero de tortura
ser tua flor viva
e reter-te no tronco
do nosso destino
ser tua
namorada
teu asilo e fuga
apaziguar teu gozo
quando atormentado
me pedires pra ser tua
queria ser tua cela
e tua dor
no fim do mundo
namorados
eternos namorados
idilio
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
a lágrima de um homem só
imagine a espera sem porto
o amor sem toques
o beijo sem língua
imagine o amanhã sem voltas
o homem sem desejos
a boca sem o grito
imagine a dor sem cura
o medo sem espelhos
a vida sem sonhos
imagine a lágrima
que inunda a face
de um homem só
idilio
o amor sem toques
o beijo sem língua
imagine o amanhã sem voltas
o homem sem desejos
a boca sem o grito
imagine a dor sem cura
o medo sem espelhos
a vida sem sonhos
imagine a lágrima
que inunda a face
de um homem só
idilio
além
Sinto o teu cheiro aqui
bem dentro do peito
e sem medo caminho por estradas
nunca dantes pisadas
espero a tempestade passar
e meu coração descansa
em tuas mãos
sei que estais aqui
e isso é suficiente
meu medo perde-se nos teus segredos
e o amanhecer é espera agradável
nada temo
pois nada espero
além
e durmo tranquilo
idilio
bem dentro do peito
e sem medo caminho por estradas
nunca dantes pisadas
espero a tempestade passar
e meu coração descansa
em tuas mãos
sei que estais aqui
e isso é suficiente
meu medo perde-se nos teus segredos
e o amanhecer é espera agradável
nada temo
pois nada espero
além
e durmo tranquilo
idilio
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
patricia
fui tua patrícia
fui
teu pretérito perfeito
não foi fim nem começo
fui só
e sozinha
fui pátria e triste
fui teu berço e odor
fui amando teu nome
mas fugi pra outro endereço
teu jeito
teu peito
fui andando sem jeito
de te encontar
hoje sou só um nome
no teu novo endereço
Patricia
idilio
tua queixa e vício
amei teus medos
vivi tuas promessas
amei teus medos
vivi tuas promessas
voltei e não te encontrei
havia apenas esperas
fui tua dama
fui drama
vivi por teus segredos
e hoje
me abandonas
por terras que nunca vi
fui tua artista
teu gozo e pavor
fui tua patrícia
andei teus começos
mas teus tropeços
não pude viver
fui tua dama
fui drama
vivi por teus segredos
e hoje
me abandonas
por terras que nunca vi
fui tua artista
teu gozo e pavor
fui tua patrícia
andei teus começos
mas teus tropeços
não pude viver
fui
teu pretérito perfeito
não foi fim nem começo
fui só
e sozinha
fui pátria e triste
fui teu berço e odor
fui amando teu nome
mas fugi pra outro endereço
teu jeito
teu peito
fui andando sem jeito
de te encontar
hoje sou só um nome
no teu novo endereço
Patricia
idilio
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
razão
Entrei, não porque deixastes a porta aberta, mas sim por tê-la desejado e atendendo a um pedido do teu olhar, também para satisfazer meu coração que pulsa descompassadamente ao teu encanto de mulher, eis que não posso descartar teu cheiro que se aninha pelo vestido e tatua a alma de quem o sente.
Evidente que o tempo é portador das descobertas e da eternidade para as coisas que se entranha na alma, mas também é poeta das minúncias efêmeras e o único que diz quando tudo cala, mas viver no tempo presente é sinfonia adorável,apesar das consequências de um presente sem futuro certo ou palpável.
Digo que continuei querendo, apesar de semântico o meu querer e vivê-lo em retorno é suplício adorável, mas desagradável aos olhos da eternidade.
Entrei, repito, mas não o disse que saí, pois esse volver é dependente do tua vonytade e não do meu querer, eis que a vontade é o querer em ação, com um fim determinado. na verdade só tu sabes se saí, e a mim me cabe entender que a minha única ação foi entrar e instalar morada na casa da tua alma.
Mas afirmo como um sim, espero dia a dia entender ou sentir o prazer lacônico de ter permanecido como um nome em tua história.
Idílio
Evidente que o tempo é portador das descobertas e da eternidade para as coisas que se entranha na alma, mas também é poeta das minúncias efêmeras e o único que diz quando tudo cala, mas viver no tempo presente é sinfonia adorável,apesar das consequências de um presente sem futuro certo ou palpável.
Digo que continuei querendo, apesar de semântico o meu querer e vivê-lo em retorno é suplício adorável, mas desagradável aos olhos da eternidade.
Entrei, repito, mas não o disse que saí, pois esse volver é dependente do tua vonytade e não do meu querer, eis que a vontade é o querer em ação, com um fim determinado. na verdade só tu sabes se saí, e a mim me cabe entender que a minha única ação foi entrar e instalar morada na casa da tua alma.
Mas afirmo como um sim, espero dia a dia entender ou sentir o prazer lacônico de ter permanecido como um nome em tua história.
Idílio
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
infidelidade
queria a infidelidade do teu beijo
ainda que cansado já não sentisse teu cheiro
ainda que o suor derramasse
por entre sonhos e dedos
queria teu amor
mesmo que efêmero teu quer
mesmo que nada
aparentemente nada
continuasse sem nós
queria sentar
lado a lado contigo
mesmo que por entre teus lábios
penetrasse meu mundo
mesmo que nada tocasse
teu medo
queria namorar na tua sala
mesmo que teu filho andasse
por entre nossos corpos
mesmo que acordasse
no meio da noite
e tivesse que fugir
antes de acordar o dia
queria
queria
e nada diria
nada presentia
no fim da nossa história
idilio
ainda que cansado já não sentisse teu cheiro
ainda que o suor derramasse
por entre sonhos e dedos
queria teu amor
mesmo que efêmero teu quer
mesmo que nada
aparentemente nada
continuasse sem nós
queria sentar
lado a lado contigo
mesmo que por entre teus lábios
penetrasse meu mundo
mesmo que nada tocasse
teu medo
queria namorar na tua sala
mesmo que teu filho andasse
por entre nossos corpos
mesmo que acordasse
no meio da noite
e tivesse que fugir
antes de acordar o dia
queria
queria
e nada diria
nada presentia
no fim da nossa história
idilio
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
amando sobre letras
amando nos bancos
te ensinando os nomes
que inventei
e te dei
fugindo das cores
que misturamos
quando juntos
fingimos
que nossos olhos viram
deitando em camas
que não plantamos
sobre os restos de nós
e misturamos
amor e prazer
magoando nosss voltas
pelas portas
que abrimos
nos inventamos
seguindo por terras
que ousamos pisar
mas
amamos
cada boca
cada planta
cada espaço
que moldamos
cada sonho
que planejamos
e vivemos
amando
idilio
te ensinando os nomes
que inventei
e te dei
fugindo das cores
que misturamos
quando juntos
fingimos
que nossos olhos viram
deitando em camas
que não plantamos
sobre os restos de nós
e misturamos
amor e prazer
magoando nosss voltas
pelas portas
que abrimos
nos inventamos
seguindo por terras
que ousamos pisar
mas
amamos
cada boca
cada planta
cada espaço
que moldamos
cada sonho
que planejamos
e vivemos
amando
idilio
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
solilóquio
A vida é linda sim
e olhar outra vez teus olhos
de soslaio
depois da volta
que a porta fechada retirou
da máscara
o tenebroso abismo
que conspurcava do mundo físico
quem dera
além das fronteiras
de sombra
a nesga de neblina apagada
encontre o repentino
clarão da aurora
voltei
transido de assombro
deixei as lágrimas levarem os escaminhos
da minha alma redivida
olhei teus olhos
dentro do meu coração
obrigado pai
por mais um dia
oh! milagrosa lixivia
que purifica nossas chagas
de vaidade e ilusão
oh! solilóquio doloroso
quando a fé esmorece
e vira grão
a vida é linda sim
e olhar outra vez
nos teus olhos
é milagre
depois da volta
é prazeroso depois
muito mais do antes
de quando a porta fecha
atras de todos os olhos
idilio
e olhar outra vez teus olhos
de soslaio
depois da volta
que a porta fechada retirou
da máscara
o tenebroso abismo
que conspurcava do mundo físico
quem dera
além das fronteiras
de sombra
a nesga de neblina apagada
encontre o repentino
clarão da aurora
voltei
transido de assombro
deixei as lágrimas levarem os escaminhos
da minha alma redivida
olhei teus olhos
dentro do meu coração
obrigado pai
por mais um dia
oh! milagrosa lixivia
que purifica nossas chagas
de vaidade e ilusão
oh! solilóquio doloroso
quando a fé esmorece
e vira grão
a vida é linda sim
e olhar outra vez
nos teus olhos
é milagre
depois da volta
é prazeroso depois
muito mais do antes
de quando a porta fecha
atras de todos os olhos
idilio
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
esperas
Meu amor espera
não tenho que ir agora
espera
tem tanta vida
por ai
espera
é só um momento de espera
tão rápida que dura uma vida
mas
espera
não busque outro amor
espera
não queira outro nome
não escreva uma nova história
na vida
quimera
não
não queira viver
buscando metas
não resta nada sem nós
espera
talvez ainda volte
talvez nem vá
nesse novo tempo
que me espera
existem setas e curvas
nem sei se tem estradas
retas
mas
sei
se eu volto
me esperas
idilio
não tenho que ir agora
espera
tem tanta vida
por ai
espera
é só um momento de espera
tão rápida que dura uma vida
mas
espera
não busque outro amor
espera
não queira outro nome
não escreva uma nova história
na vida
quimera
não
não queira viver
buscando metas
não resta nada sem nós
espera
talvez ainda volte
talvez nem vá
nesse novo tempo
que me espera
existem setas e curvas
nem sei se tem estradas
retas
mas
sei
se eu volto
me esperas
idilio
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Ecos do futuro
tenho medo dos ecos do futuro
olho o ocaso e nesse emaranhado de cores
calo a minha alma e minha ãnsia por viver
e permanecer na noite que nasce
tenho medo dos ecos do amanhã
e nem sei
se ao fechar os olhos
quando a aurora distilar alegrias
estarei lá
a contemplar a manhã que renasce
fala oh! poderoso Senhor
e guarda o silêncio
quando arde aqui
um fogo devorador
tenho a esperança nas mãos
e as promessas das lembranças
tenho a vida
e ainda assim
tenho medo
dos ecos do amanhã
idílio
olho o ocaso e nesse emaranhado de cores
calo a minha alma e minha ãnsia por viver
e permanecer na noite que nasce
tenho medo dos ecos do amanhã
e nem sei
se ao fechar os olhos
quando a aurora distilar alegrias
estarei lá
a contemplar a manhã que renasce
fala oh! poderoso Senhor
e guarda o silêncio
quando arde aqui
um fogo devorador
tenho a esperança nas mãos
e as promessas das lembranças
tenho a vida
e ainda assim
tenho medo
dos ecos do amanhã
idílio
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Compositor da vida
amei cada espera
desfrutei cada espaço
que desenhei
vivi intensamente
uma a uma
das vidas que passei
senti passo a passo
pelas ruas que andei
cada instante da minha
longa e breve estrada
senti na alma
o peso de ter conquistado
e a leveza de ter conseguido
e em cada não intensifiquei
e em cada queda
orei suavemente
outras
intensamente
mas nunca
inutilmente
segui por estradas que não sonhei
mas aprendi notavelmente
na câmara escura que escolhi
chorei
amei
e vivo permaneci
em cada pedaço que cai
e no quadro de um denodado fazer
escrevi textos de prazer
e na semântica metafórica
de tudo querer
semeei
colhi
desfrutei de escolhas
e foram tantas escolhas
que nem sei
se escolhi ou se segui
mas sei que vivi
e hoje
aqui
sentado diante de mim
espero o trem que não vem
mas digo
sinceramente
como é prazeroso
esperar sem saber se vem
pois nessa espera
posso compor
a vida que escolhi
idílio
desfrutei cada espaço
que desenhei
vivi intensamente
uma a uma
das vidas que passei
senti passo a passo
pelas ruas que andei
cada instante da minha
longa e breve estrada
senti na alma
o peso de ter conquistado
e a leveza de ter conseguido
e em cada não intensifiquei
e em cada queda
orei suavemente
outras
intensamente
mas nunca
inutilmente
segui por estradas que não sonhei
mas aprendi notavelmente
na câmara escura que escolhi
chorei
amei
e vivo permaneci
em cada pedaço que cai
e no quadro de um denodado fazer
escrevi textos de prazer
e na semântica metafórica
de tudo querer
semeei
colhi
desfrutei de escolhas
e foram tantas escolhas
que nem sei
se escolhi ou se segui
mas sei que vivi
e hoje
aqui
sentado diante de mim
espero o trem que não vem
mas digo
sinceramente
como é prazeroso
esperar sem saber se vem
pois nessa espera
posso compor
a vida que escolhi
idílio
domingo, 11 de dezembro de 2011
a boca e o beijo
a boca implora
a boca grita
o beijo rir
o beijo foge
a boca fecha
o beijo reclama
a boca canta
o beijo espanta
a boca pede
o beijo morde
a boca
o beijo
a boca esconde a língua
a lingua explora o beijo
o beijo canta
a boca reclama
o beijo vive na boca
a boca espera o beijo
a boca
o beijo
a boca é o beijo
o beijo morre na boca
e espanta o medo
a boca derrama o prazer
do beijo
no beijo
pelo beijo
que a boca canta
a boca
o beijo
o beijo inunda a boca
a boca contém o beijo
não existe beijo sem boca
e boca sem beijo
é morta
dexa se der porta
é pântano
o beijo
na boca
a boca no beijo
idilio
a boca grita
o beijo rir
o beijo foge
a boca fecha
o beijo reclama
a boca canta
o beijo espanta
a boca pede
o beijo morde
a boca
o beijo
a boca esconde a língua
a lingua explora o beijo
o beijo canta
a boca reclama
o beijo vive na boca
a boca espera o beijo
a boca
o beijo
a boca é o beijo
o beijo morre na boca
e espanta o medo
a boca derrama o prazer
do beijo
no beijo
pelo beijo
que a boca canta
a boca
o beijo
o beijo inunda a boca
a boca contém o beijo
não existe beijo sem boca
e boca sem beijo
é morta
dexa se der porta
é pântano
o beijo
na boca
a boca no beijo
idilio
o peso do futuro
a luz da lua ilumina a pequena mesa
o grito do mar ecoa entre as paredes do meu quarto
o frio da alma espera
e meu mundo derrama por entre as frestas
do meu corpo
quisera
quisera voltar e correr llivre
nas serras do ororubá
sem planos
sem ter que voltar
sem o peso do futuro
sem muros
sem mar
andar andar
menina que sonha
menina que espera
sem ter que voltar
sem o peso do futuro
só
sozinha e solta
sem lar
sem esperas
sem ter um dia presente
mas todas as coisas
sem sofreguidão da alma
quisera
namorar no final da tarde
me apaixonar todo dia
ter a minha íris
na íris dos olhos
de Deus
idilio
o grito do mar ecoa entre as paredes do meu quarto
o frio da alma espera
e meu mundo derrama por entre as frestas
do meu corpo
quisera
quisera voltar e correr llivre
nas serras do ororubá
sem planos
sem ter que voltar
sem o peso do futuro
sem muros
sem mar
andar andar
menina que sonha
menina que espera
sem ter que voltar
sem o peso do futuro
só
sozinha e solta
sem lar
sem esperas
sem ter um dia presente
mas todas as coisas
sem sofreguidão da alma
quisera
namorar no final da tarde
me apaixonar todo dia
ter a minha íris
na íris dos olhos
de Deus
idilio
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
dez anos
assim se passaram dez anos
e em cada dia
eu vi seu rosto
e os meus anos passaram
dia a dia
entre o meu e o teu mundo
o tempo não dilacerou o impulso inicial
e um a um somou
o infinito da nossa causa
assim se passaram dez anos
e cada lágrima foi dividida
cada riso somado ao todo
da plenitude da magia do viver
em dois extremos
e fundamentos
de uma casa da paz
assim se passaram dez anos
e ainda assim
eu voltaria ao seu portão
em um recomeço
para trilhar cada espaço
que desenhei com você.
idilio
e em cada dia
eu vi seu rosto
e os meus anos passaram
dia a dia
entre o meu e o teu mundo
o tempo não dilacerou o impulso inicial
e um a um somou
o infinito da nossa causa
assim se passaram dez anos
e cada lágrima foi dividida
cada riso somado ao todo
da plenitude da magia do viver
em dois extremos
e fundamentos
de uma casa da paz
assim se passaram dez anos
e ainda assim
eu voltaria ao seu portão
em um recomeço
para trilhar cada espaço
que desenhei com você.
idilio
dimensão semântica da dor
a dor é um sentimento
e por ser sentido
reflete no outro
de maneira proporcional à afetividade
dói mais por refletir
e não por ser sentido
pois no momento que infere
no outro
por ser o outro querido
causa indubitavelmente
sofrimento
em quem a sente
a dor é um sentimento
reflexivo por causa
metafórico por ação
conectivo por essência
idilio
e por ser sentido
reflete no outro
de maneira proporcional à afetividade
dói mais por refletir
e não por ser sentido
pois no momento que infere
no outro
por ser o outro querido
causa indubitavelmente
sofrimento
em quem a sente
a dor é um sentimento
reflexivo por causa
metafórico por ação
conectivo por essência
idilio
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