quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

restos de nós

cada carícia
cada toque não foi em vão
foi o eternizar da tarde
entre o teu vestido e a minha mão

cada pedaço rasgado
pela mão do tempo
cada lágrima esquecida
pela despedida sem adeus

cada não
cada sim
cada grito e os olhos mortos
e a espera pelo segundo

cada boca que morde a esperança
cada reencontro sem teu cheiro
cada anjo
cada azul
cada um na sua história

ainda volto às tardes
ainda volto ao teu corpo
ainda vivo
pensando em ti

e te digo
sinceramente
porque insistes no amor assim
quando toda volta desperta
a dor de caminhos opostos
quando toda volta  desperta a nostalgia
de não se ter vivido
o caminho querido
mas perdido

cada pedaço
são restos
e de restos não se sonha
nem se dorme
apenas se chora

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