Somos servos das nossas escolhas
e portanto, na qualidade de servos, devemos obediência.
E exatamente por obedecermos somos servos.
Mas a obediência pela dependência
não é obediência é medo.
A obediência só é obediência verdadeira se for obediência de coração.
Não só por ser servo
mas por amar o seu Senhor.
Amor por amor, não por dependência ou temor.
O cristão é servo do Cristo Jesus
e portanto na qualidade de servos devemos obediência
e exatamente por obedecermos somos servos.
Mas a obediência é amar
e amar acima de todas as coisas e todas as coisas.
Quem é verdadeiramente servo?
poesias, prosas, desabafos, comentários jurídicos e outros pontos e contos. Contato: idiliooliveiraaraujo@outlook.com ; idiliooliveira ( Skype ) ; idílio araujo ( facebook )
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Pérolas para ostras vazias - Mt 6.12
"Perdoa as nossas dívidas
assim como nós temos perdoado
aos nossos devedores"
É interessante entender a diferença básica entre a desculpa e o perdão.
Evidente que só se tira a culpa de alguém pela desculpa, pois que desculpar
é dizer , olha você não tem culpa, eu compreendo que você agiu assim por
este motivo, um motivo que eu entendo.
Com relação ao perdão você diz: você fez isso, você tem culpa mas eu aceito o seu pedido de perdão; jamais vou lançar isso em seu rosto e tudo entre nós será exatamente como era antes.
C S Lewis, diz que a existência de uma desculpa é a existência de uma circunstância atenuante. A desculpa atenua a culpa.
Perdoa-se o indesculpável e essa é a atitude esperada de um cristão.
Jesus vincula o merecimento do perdão ao próprio perdão ou seja, Jesus diz na oração dominical, olha você só será perdoado na exata medida que também perdoa, e não olvide que perdoar é esquecer.
idilio
assim como nós temos perdoado
aos nossos devedores"
É interessante entender a diferença básica entre a desculpa e o perdão.
Evidente que só se tira a culpa de alguém pela desculpa, pois que desculpar
é dizer , olha você não tem culpa, eu compreendo que você agiu assim por
este motivo, um motivo que eu entendo.
Com relação ao perdão você diz: você fez isso, você tem culpa mas eu aceito o seu pedido de perdão; jamais vou lançar isso em seu rosto e tudo entre nós será exatamente como era antes.
C S Lewis, diz que a existência de uma desculpa é a existência de uma circunstância atenuante. A desculpa atenua a culpa.
Perdoa-se o indesculpável e essa é a atitude esperada de um cristão.
Jesus vincula o merecimento do perdão ao próprio perdão ou seja, Jesus diz na oração dominical, olha você só será perdoado na exata medida que também perdoa, e não olvide que perdoar é esquecer.
idilio
o inconformismo da banalização
Vivenciamos o inconformismo da banalização
e essa verdade que se visualiza nas ruas da cidades
é uma representação transparente da realidade
Mas a verdade não pode ser uma separação absoluta
entre a tragédia e o inconformismo
a verdade deve superar essa dicotomia
e ir além em uma necessidade de reinventar
a realização pratica de valores morais
a verdade não deve transitar entre o sim e o não
entendendo o sim como uma metáfora do desejo humano
basta
essa é a nossa bandeira e pleiteamos o fim
não de uma sociedade injusta
mas o fim da banalização da corrupção e do excesso
idilio
e essa verdade que se visualiza nas ruas da cidades
é uma representação transparente da realidade
Mas a verdade não pode ser uma separação absoluta
entre a tragédia e o inconformismo
a verdade deve superar essa dicotomia
e ir além em uma necessidade de reinventar
a realização pratica de valores morais
a verdade não deve transitar entre o sim e o não
entendendo o sim como uma metáfora do desejo humano
basta
essa é a nossa bandeira e pleiteamos o fim
não de uma sociedade injusta
mas o fim da banalização da corrupção e do excesso
idilio
a nossa canção
olha
nós não tivemos a nossa canção
nem paixão em nosso toque
mas
tivemos razão e o porque
de um amor assim assim
e eu posso até esperar
você voltar
e quem sabe assim
te invento uma canção
e será então
nossa canção
olha
nós inventamos um mundo
descartamos o espaço
iludimos o tempo
mas
não tivemos
a nossa canção
e eu me pergunto
nessas serras
tão longe de casa
será que andas descalça?
será que pensas em mim?
assim assim
e eu fico a te esperar na janela
apenas é uma espera
e não uma canção
a canção que eu inventei
pra ela
nós não tivemos a nossa canção
nem paixão em nosso toque
mas
tivemos razão e o porque
de um amor assim assim
e eu posso até esperar
você voltar
e quem sabe assim
te invento uma canção
e será então
nossa canção
olha
nós inventamos um mundo
descartamos o espaço
iludimos o tempo
mas
não tivemos
a nossa canção
e eu me pergunto
nessas serras
tão longe de casa
será que andas descalça?
será que pensas em mim?
assim assim
e eu fico a te esperar na janela
apenas é uma espera
e não uma canção
a canção que eu inventei
pra ela
quinta-feira, 9 de maio de 2013
murmurações
Meu coração está ferido como látego
e vencido pela frutificação da iniquidade
e da maldade
Os servos encharcados
e os iníquos cheios de exalão
com seus rebanhos em demasia.
Me pergunto tresloucado
porque jaz os filhos do altíssimo
em desastre e dor?
Seria ingratidão servir ao Senhor Deus
e não viver em escravidão
já que os filhos da depravação
ostentam suas riquezas
e suas escamoestações.
Ah! Senhor dos desgraçados
onde o teu cajado e tuas promessas
para os filhos de Sião
por que Deus da miséria
não amenizas a dor dos teus filhos
que clamam por perdão
Serias o caminho da salvação
mas postergas para além da perdição
as dádivas das promessas juramentadas
pelo chão
Ah! filhos da lamentação
murmuras por conversão
inquietos deitas e não buscas o pão
jaz feito dor que exparge e não quebra
mas que é carniça por estagnação
Filhos da imaginação
te indignas, gritas e até adormeces em oração
mas não voltas à casa do perdão.
e vencido pela frutificação da iniquidade
e da maldade
Os servos encharcados
e os iníquos cheios de exalão
com seus rebanhos em demasia.
Me pergunto tresloucado
porque jaz os filhos do altíssimo
em desastre e dor?
Seria ingratidão servir ao Senhor Deus
e não viver em escravidão
já que os filhos da depravação
ostentam suas riquezas
e suas escamoestações.
Ah! Senhor dos desgraçados
onde o teu cajado e tuas promessas
para os filhos de Sião
por que Deus da miséria
não amenizas a dor dos teus filhos
que clamam por perdão
Serias o caminho da salvação
mas postergas para além da perdição
as dádivas das promessas juramentadas
pelo chão
Ah! filhos da lamentação
murmuras por conversão
inquietos deitas e não buscas o pão
jaz feito dor que exparge e não quebra
mas que é carniça por estagnação
Filhos da imaginação
te indignas, gritas e até adormeces em oração
mas não voltas à casa do perdão.
terça-feira, 30 de abril de 2013
PERTINHO DO MEL
vem
deita aqui
sou tua
beija aqui
pertinho do mel
vem
e joga o gosto de tudo
na minha boca
sou tua
morde aqui
bem perto do fim
morde em mim
enfim
sou tua
lua nua
tua espera
vem
mas feche a porta
que enrosca em ti
sou tua
lua nua
que grita em ti
sou tua volta
mas
não espera
morde em mim
sou tua voz
chora em mim
machuca
mas não chuta
só gosta em mim
sou tua
beija aqui
bem perto do fim
sou gruta e espaço
que espera por ti
vem
deita
bem aqui
deixa a rua molhada
mas fecha a porta
que enrosca em ti
vem
deita aqui
sou tua
beija aqui
pertinho do mel
vem
e joga o gosto de tudo
na minha boca
sou tua
morde aqui
bem perto do fim
morde em mim
enfim
sou tua
lua nua
tua espera
vem
mas feche a porta
que enrosca em ti
sou tua
lua nua
que grita em ti
sou tua volta
mas
não espera
morde em mim
sou tua voz
chora em mim
machuca
mas não chuta
só gosta em mim
sou tua
beija aqui
bem perto do fim
sou gruta e espaço
que espera por ti
vem
deita
bem aqui
deixa a rua molhada
mas fecha a porta
que enrosca em ti
vem
FERA
o meu amor é descanso
é meu
mas não se resume em mim
nasce aqui
mas se derrama
pelas fendas do mundo
o meu amor é tudo
mas se divide
pelas ruas dos amores
é silencio quando espera
mas verbera
quando chega
e explode
pelas teias que enreda
o meu amor é frágil
eis que despedaça
e por vezes quebra
mas que
rasga a carne
e às vezes é fera
quando em pedaços
dilacera
é meu
mas não se resume em mim
nasce aqui
mas se derrama
pelas fendas do mundo
o meu amor é tudo
mas se divide
pelas ruas dos amores
é silencio quando espera
mas verbera
quando chega
e explode
pelas teias que enreda
o meu amor é frágil
eis que despedaça
e por vezes quebra
mas que
rasga a carne
e às vezes é fera
quando em pedaços
dilacera
PERDOAR
Perdoar a quem perdeu
sou eu
sou eu
perdoar a quem sofreu
e eu
e eu
perdoar
mesmo que o depois
seja o único motivo
para chorar
mesmo que amar
seja descansar
e meu
e teu
despertar
perdoar
e rasgar o ninho
da espera
amar
amar
distrair a solidão
da calma
da alma vazia
de amar
amar
perdoar
e de repente
tudo volta pro lugar
que se perdeu
o meu
o teu
e eu
e eu
sou eu
sou eu
perdoar a quem sofreu
e eu
e eu
perdoar
mesmo que o depois
seja o único motivo
para chorar
mesmo que amar
seja descansar
e meu
e teu
despertar
perdoar
e rasgar o ninho
da espera
amar
amar
distrair a solidão
da calma
da alma vazia
de amar
amar
perdoar
e de repente
tudo volta pro lugar
que se perdeu
o meu
o teu
e eu
e eu
sábado, 6 de abril de 2013
DEPOIS DO ANTES
quero dançar com você
depois do antes
e acordar no antes
pelo prazer do depois
te espero e te quero
como se ama o que sempre foi
mesmo depois do depois
pois que é eterno
enquanto chama
pois que é infinito
eis que renasce
toda manhã
enquanto queima
e ainda que esquecido
arde sozinho
para renascer no depois
quero esse querer
mesmo que não queiras
querer-me
pois se é leve
eis que flutua
pelo espaço que há
entre o depois e o antes
de nós dois
e depois de você
pra que
pra que
depois do antes
e acordar no antes
pelo prazer do depois
te espero e te quero
como se ama o que sempre foi
mesmo depois do depois
pois que é eterno
enquanto chama
pois que é infinito
eis que renasce
toda manhã
enquanto queima
e ainda que esquecido
arde sozinho
para renascer no depois
quero esse querer
mesmo que não queiras
querer-me
pois se é leve
eis que flutua
pelo espaço que há
entre o depois e o antes
de nós dois
e depois de você
pra que
pra que
terça-feira, 5 de março de 2013
NO FOSSO DA TUA ESPERA
Você já se imaginou de volta
depois da curva deixada
atras da porta
e na volta
descobrir que não partiu
que tudo não passou
de uma imagem torta
no fosso da tua espera
Você já fechou os olhos
querendo apagar o teu presente
e acordar no teu passado
já sonhou viajar sem porto
em direção ao infinito do ontem
sem perdas e danos
já ficou quieta
esperando a lágrima fugir de dentro
bem pra longe de ti
e nessa espera
esqueceu de desejar a volta
e que valeu a pena
tudo
tudo valeu a pena
nessa cena
de uma outra história
depois da curva deixada
atras da porta
e na volta
descobrir que não partiu
que tudo não passou
de uma imagem torta
no fosso da tua espera
Você já fechou os olhos
querendo apagar o teu presente
e acordar no teu passado
já sonhou viajar sem porto
em direção ao infinito do ontem
sem perdas e danos
já ficou quieta
esperando a lágrima fugir de dentro
bem pra longe de ti
e nessa espera
esqueceu de desejar a volta
e que valeu a pena
tudo
tudo valeu a pena
nessa cena
de uma outra história
sábado, 23 de fevereiro de 2013
O peixe e o pássaro
Um dia, um peixe ousado, por contemplar o céu e sonhar com aquele imenso azul, imaginou-se pássaro e sonhava noite e dia naquele céu.
Não seria diferente, seria indesculpável a temeridade de se expor, mas asilou a tentação de voar.
Qual estivesse amparado por estranha força invisível, depois de beijar enternecido o ar, mergulhou quase que seguro naquele estranho e desconhecido mundo, mas seu mar.
Todas as tardes dividia o olhar entre o firmamento cintilante e as águas tranquilas, e sempre abismava-se em profundas indagações que nenhum outro peixe poderia sondar.
Morrer mil vezes, mas um dia deixaria esse mar, voaria e mesmo que tortura fosse assim sonhar e por menor que fosse esse padecimento em frente ao céu, não despojaria viver só para o mar.
Pobre peixinho, não obstante a fortaleza de sonhar, quando por vez primeira ouviu aquele pássaro cantar, cedeu a tortura que antecede o desalento, e entre a paixão inacessível, tentou fugir daquele cantar, mas em vão cedeu a fadiga de voltar bem próximo às margem, arriscar só para sentir aquela voz, aquele cantar.
Venceu a inquietude e a solidão o compelia a recuar, mas ainda assim todo ocaso estava lá, aquela paixão que lhe conspurcava a paz de sonhar e desejar ser passaro só para voar. Já não era ele, que sonhava, aquele pássaro já era ele e ele não sabia explicar, e nem sabia se cantava ou estava só a escutar.
O peixinho compreendeu que vivia em um mundo e aquele que ele via na lusa fusca e que mergulhava por vezes e sentia-se voar era outro mundo outra vida, que ele um dia estaria por lá, seria pássaro, cantaria da nostalgia de querer voltar para o mar.
Aquela paixão entre dois mundos tão próximos mas tão distantes pois que um não poderia permanecer no mundo do outro se não por instantes, apenas instantes e no depois seu mundo ainda era o mar.
Amar, amar, o pássaro e o mar, ambos pertenciam a ele, e ele era às vezes pássaro às vezes era mar. Mesmo em corpos diferentes, mesmo em mundos diferentes, mas o tempo, o tempo essa medida do que não há, o tempo era por vezes o medidor de mundos, era sim, aquilo que lhe dizia, que ele podia ser ao mesmo tempo, pássaro, peixe e mar, tudo se resumia na vontade de materializar, de se ver em um mundo ou em outro lugar, tudo era possível na ideoplastia de materializar a vontade aqui e acolá, o que importava era sentir e sentir às vezes até que não se encontra em qualquer lugar, sentir é algo que mora no lado de cá, no lado de cima do coração quando se esprai em sonhar.
Ser peixe por ora, ser pássaro sem demora, tanto aqui como lá, são mundos reais, pois é real também sonhar, imaginar , desejo que torna-se vontade pelo acionar, pela ação de querer, o desejo passa a se materializar do lado de cá.
Ah! o peixinho estava apaixonado, e paixão é o climax da ideoplastia, pois materializa o objeto da paixão de tal forma que não se sabe mais o que é peixe e o que mostra-se fora do mar, pásssaro que voa ou peixe que ama, tudo, tudo é um só lugar.
Acordou ainda noite, estava em um galho bem próximo a face limpida do lago azul. Apertou bem os olhos e conseguiu visualizar no ocaso do acordar, aquele peixinho bem próximo,quase a lhe tocar e de repente olhou bem para as suas asas e inventou um vôo.
Mesmo voando ele não conseguia distinguir se ele era passáro que havia sonhado ser um peixe ou se era um peixe sonhando voar. Sentiu a carícia do vento e o beijo deslizava por entre seu bico e penas, mas ainda assim, não sabia se era peixe, passáro ou mar. Mas sabia e sentia que amava e amava aquele peixe e aquele mar e não importava se ele sonhava ou estava do lado de lá e sim importava que sentia e sentir é viver todo dia é ser peixe, é ser passáro e mar, é ser vento e céu é ser tudo, tudo que há, é sempre estar em algum lugar.
Ser peixe por ora, ser pássaro sem demora, tanto aqui como lá, são mundos reais, pois é real também sonhar, imaginar , desejo que torna-se vontade pelo acionar, pela ação de querer, o desejo passa a se materializar do lado de cá.
Ah! o peixinho estava apaixonado, e paixão é o climax da ideoplastia, pois materializa o objeto da paixão de tal forma que não se sabe mais o que é peixe e o que mostra-se fora do mar, pásssaro que voa ou peixe que ama, tudo, tudo é um só lugar.
Acordou ainda noite, estava em um galho bem próximo a face limpida do lago azul. Apertou bem os olhos e conseguiu visualizar no ocaso do acordar, aquele peixinho bem próximo,quase a lhe tocar e de repente olhou bem para as suas asas e inventou um vôo.
Mesmo voando ele não conseguia distinguir se ele era passáro que havia sonhado ser um peixe ou se era um peixe sonhando voar. Sentiu a carícia do vento e o beijo deslizava por entre seu bico e penas, mas ainda assim, não sabia se era peixe, passáro ou mar. Mas sabia e sentia que amava e amava aquele peixe e aquele mar e não importava se ele sonhava ou estava do lado de lá e sim importava que sentia e sentir é viver todo dia é ser peixe, é ser passáro e mar, é ser vento e céu é ser tudo, tudo que há, é sempre estar em algum lugar.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
desaviso
E se eu disser que te amei
acreditarias em minhas lembranças?
se não busquei a eternidade do nosso vislumbre
vaguei em solilóquio doloroso
mas eis que tu vagueias em mim
como querobim desavisado
sigo amando teu espento
de não te ter por descanso
e se eu disser que sigo
e é reflexivo o meu desaviso
e amando e amando
por vezes te escuto em verde e rosa
me querendo tanto
Parou naquela estação
o prazer que explodia
a nossa emoção
conta-me a tua vida
por agora
tua filha que chora
quando escapa teu seio
e das horas que cantas
e encantas o beijo de agora
do espaço molhado
entre o céu e o teu laço
da tua nova esperança
da tranca quando tranças
a porta atras de ti
idilio
acreditarias em minhas lembranças?
se não busquei a eternidade do nosso vislumbre
vaguei em solilóquio doloroso
mas eis que tu vagueias em mim
como querobim desavisado
sigo amando teu espento
de não te ter por descanso
e se eu disser que sigo
e é reflexivo o meu desaviso
e amando e amando
por vezes te escuto em verde e rosa
me querendo tanto
Parou naquela estação
o prazer que explodia
a nossa emoção
conta-me a tua vida
por agora
tua filha que chora
quando escapa teu seio
e das horas que cantas
e encantas o beijo de agora
do espaço molhado
entre o céu e o teu laço
da tua nova esperança
da tranca quando tranças
a porta atras de ti
idilio
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
lusa-fusca
Dirias
idílio
e nada respoderias além do eco em mim
tudo é tão átimo
e nem represento que hoje
é o ágora
se meus olhos fecham
e nem sei se o presente é o que se quis
Dirias
Deus
e nada responderias
além do desejo de vive-Lo
é fusca a lusa da minha viagem
idílio
e nada respoderias além do eco em mim
tudo é tão átimo
e nem represento que hoje
é o ágora
se meus olhos fecham
e nem sei se o presente é o que se quis
Dirias
Deus
e nada responderias
além do desejo de vive-Lo
é fusca a lusa da minha viagem
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
o ano que morreu
Meu bem
Tudo de repente sumiu
E olha que nem é primeiro de abril
Mas esse teu olhar no meu
Foi teu desejo
E não seu
Meu bem
Hoje o ano sumiu
E olha que nem assim
Você ressurgiu
Mas o meu pensamento
No teu
Foi desejo meu
E não teu
Meu bem
Leia
teu passado no meu
e olha que nem sou teu
nem eu
sou assim
como o ano que morreu
meu bem
cicatrizes
meu corpo de guerreira
esculpido pelas cicatrizes de guerras
expostas em mim
minha pela derrama o suor
das conquistas
e cada vitória
será sempre um novo
recomeço
e nessa lusa-fusca
que ofusca as dores da batalha
ah! ilusória natureza
que cegao gesto
de recusar-se a ver
que a vida não é conquista
é recepiente vazio
mas que tragicamente sublime
o que torna majestosa
a beleza frágil
do viver
esculpido pelas cicatrizes de guerras
expostas em mim
minha pela derrama o suor
das conquistas
e cada vitória
será sempre um novo
recomeço
e nessa lusa-fusca
que ofusca as dores da batalha
ah! ilusória natureza
que cegao gesto
de recusar-se a ver
que a vida não é conquista
é recepiente vazio
mas que tragicamente sublime
o que torna majestosa
a beleza frágil
do viver
a janela dos mortos
Triste espaço no compasso a dois
os corpos são frêmitos da desordem
e as almas desfrutam caminhos opostos
conviver conspira o desmando da maldade
lados e espaços vazios
átomos que nem por um átimo
sustentam as janelas dos mortos
insegura
a dura certeza da despedida
que por desnuda
despe a vida em dois
triste a conspiração da maldade
que por ser pública
torna impudica
o amor
os corpos são frêmitos da desordem
e as almas desfrutam caminhos opostos
conviver conspira o desmando da maldade
lados e espaços vazios
átomos que nem por um átimo
sustentam as janelas dos mortos
insegura
a dura certeza da despedida
que por desnuda
despe a vida em dois
triste a conspiração da maldade
que por ser pública
torna impudica
o amor
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
mentiras e outras ilusões
estou cansado de ser mar
cansado das variáveis e das mentiras da lua
que teima ser cheia quando se é igual
a nova ou meia
minguante inteira
mas que é sempre a mesma
nua lua
cansado da ilusão efêmera
que se repete
e que inunda a fantasia
e entorpece a íris
mas eis que queda
a mesma
lua nua e sem rosto
cansado de olhar-te e nada ver
além de uma fantasia que silencia
a mentira de estar lá
inteira
e por er a mesma
não pode ser nova ou cheia
nem minguando será inteira
cansado por saber que voltas
sem nunca teres partido para alguma chegada
e ainda creio que voltastes do nada
que teu semblante denuncia
vazia
lua inteira
eis tua mentira
e enganas os tolos
eis-me a acreditar
em tua ilusão desmedida
que estais sempre aqui
bem perto do fim
cansado das variáveis e das mentiras da lua
que teima ser cheia quando se é igual
a nova ou meia
minguante inteira
mas que é sempre a mesma
nua lua
cansado da ilusão efêmera
que se repete
e que inunda a fantasia
e entorpece a íris
mas eis que queda
a mesma
lua nua e sem rosto
cansado de olhar-te e nada ver
além de uma fantasia que silencia
a mentira de estar lá
inteira
e por er a mesma
não pode ser nova ou cheia
nem minguando será inteira
cansado por saber que voltas
sem nunca teres partido para alguma chegada
e ainda creio que voltastes do nada
que teu semblante denuncia
vazia
lua inteira
eis tua mentira
e enganas os tolos
eis-me a acreditar
em tua ilusão desmedida
que estais sempre aqui
bem perto do fim
sábado, 1 de dezembro de 2012
Manuela
Sou tua marisia
e queria ser tua
nem queria ser só minha
mainha
queria sim
ser só tua
mandinha
e você ser só minha
maninha
queria morar na tua história
pra você escrever a minha
queria sim
por isso vim
e sento em teu colo
e lambuzo teu peito
queria
queria
por isso vim
e queria ser tua
nem queria ser só minha
mainha
queria sim
ser só tua
mandinha
e você ser só minha
maninha
queria morar na tua história
pra você escrever a minha
queria sim
por isso vim
e sento em teu colo
e lambuzo teu peito
queria
queria
por isso vim
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
JANELAS
Todas as lembranças
são encontros com o passado
pela janela do coração
se sou poeta
ou artista em minha vida
só serei
pela janela que abri
e vi
o tempo escorrer
no vazio de mim
e mesmo a tristeza tem janelas
mas procuro dizer a esta
sempre
jamais olharei pela tua fresta
se sou janela
por vezes serei espaço
em teu ser
ou serei o grande abismo
que afasta por amor
as coisas que deseja
pelo amor de desejá-las
e por vezes
de tão perto
os que dele nada sabem
pensam que o possuem
pois que vêem apenas sombras
do que vivi e vi
pelas janelas que abri
são encontros com o passado
pela janela do coração
se sou poeta
ou artista em minha vida
só serei
pela janela que abri
e vi
o tempo escorrer
no vazio de mim
e mesmo a tristeza tem janelas
mas procuro dizer a esta
sempre
jamais olharei pela tua fresta
se sou janela
por vezes serei espaço
em teu ser
ou serei o grande abismo
que afasta por amor
as coisas que deseja
pelo amor de desejá-las
e por vezes
de tão perto
os que dele nada sabem
pensam que o possuem
pois que vêem apenas sombras
do que vivi e vi
pelas janelas que abri
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
A reconstrução do templo
Eu vi a tua primeira casa
mas aquela casa não era a tua
aquele templo não era o teu
aquela glória não era embastada
era glória gasta
quem viu aquela casa
na sua primeira glória
o que vê hoje
é sepulcro caiado
o que te foi tirado foi templo gasto
recomeça a construção do novo templo
porque sou Eu convosco
e a glória desta última casa
será maior que a primeira
Aquela casa não era a tua
e não desejo devolve-la
como teu encanto primeiro
Edifica teu novo templo
e me faz guia
não desprezes o humilde recomeço
mas aquela casa não era a tua
aquele templo não era o teu
aquela glória não era embastada
era glória gasta
quem viu aquela casa
na sua primeira glória
o que vê hoje
é sepulcro caiado
o que te foi tirado foi templo gasto
recomeça a construção do novo templo
porque sou Eu convosco
e a glória desta última casa
será maior que a primeira
Aquela casa não era a tua
e não desejo devolve-la
como teu encanto primeiro
Edifica teu novo templo
e me faz guia
não desprezes o humilde recomeço
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