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segunda-feira, 14 de julho de 2025
A INGENUIDADE DA ATENÇÃO
terça-feira, 20 de maio de 2025
O deleite na oração
O deleite na oração
Oração não é fardo ou obrigação
fazê-lo como deleite resplandece a verdade petitória.
Observe que oração não é petição em que se requer providências divinas
Sim, oração é pedir mas com deleite e não fardo.
Sigamos sem esforços impeditivos:
pecados e outras desobediências que relutam o temor
e pelo temor disciplinamos ou recuamos entre o fardo e o deleite.
Como orar sem que o nosso impedimento moral nos impeça de conversar mirando a íris do Senhor?
Eis a questão que se apresenta:
fôssemos perfeitos
a oração não seria um dever
mas um deleite
e então o dever desmascara a inverdade diante da culpa.
Permita-se pedir sem culpa
no querer renascer para um novo recomeço.
Dá-me Senhor um novo tempo
neste sagrado momento em que escuto a tua fala
através da minha voz.
Idílio Oliveira
Oração do justo
Pois tu, Senhor, abençoas o justo; o teu favor o protege como um escudo. Salmo 5.12
A questão que se apresenta é: eu sou um homem justo?
Pois que o favor do Senhor é escudo para o justo e quais são as minhas escusas em praticar o amor de Deus no mundo?
Se tenho desculpas inominadas e se nem sei se estou em processo de cura ou de graça, como poderei me revelar diante de ti Senhor como um homem justo?
Cura me antes das minhas súplicas e então serei digno de tua proteção.
Apenas desejo que alivie a minha angústia mas não ouso clamar por justiça pois sei que preciso de muitos anos no deserto para purificar a minha alma inquieta e cheia de miasmas adquiridos quando transitava no Egito da minha juventude.
Eis que te peço apenas que julgues a mim, conforme a minha justiça e assim colhendo os frutos dos sofrimentos gerados em veredas antigas não permaneça a minha alma desiludida.
Aqui como eterno pedinte suplico que aceitas a minha oração como bálsamo para a minha cicatriz eis que sou fraco e pequenino para tragar no cálice da dor que redime o espírito errante.
Senhor, meu Deus, em ti me refugio não como pecador contumaz mas como um homem que nasceu de novo e que segue por novas estradas seguindo o caminho para sentar à tua mesa na eternidade.
Idilio araujo
terça-feira, 31 de dezembro de 2024
MERGULHAR NO INFINITO
Mais alguns anos e seremos saudades
as lágrimas vertidas dos nossos entes queridos e amigos
aos poucos transformar-se-ão em lembranças
estas
por sua vez
irão se tornando escassas
e aos poucos seremos nomes que serão apagados
mais alguns anos e seremos
apenas o amor que semeamos
e esta colheita se estenderá
de eternidade em eternidade
Descobriremos
tardiamente
que nossos sonhos terão sido em vão
e as nossas lágrimas
tempo perdido
descobriremos do tempo que perdemos
em contar estrelas
quando poderíamos ter olhado mais
para o lado para somar sorrisos
para viver mais em família
neste ocaso
sentimos que a vida
não é uma sequência de atos
e sim percebemos que é um ato
neste palco do universo
descobrimos que a saudade
não é lembrança de passado
e sim desejo de presença
e as ausências não voltam mais
e então choramos
não pela saudade
mas pelo tempo perdido
de repente
mais que de repente
não temos mais pressa
e temos desejos inatingíveis
desejo de ensinar aos filhos
os valores perdidos
e falar dos amores e de como é bom
mergulhar ás vezes no mar
mais alguns anos
apenas alguns anos
e mergulharemos no infinito
quinta-feira, 19 de dezembro de 2024
a minha fé
A vida é uma sequência
o que é improvável, ou seria única?
o que também se revela improvável,
porém entre a possibilidade e a plausibilidade,
o que pode revelar a verdade é a fé,
ou melhor, a possibilidade de se tocar o real pela fé.
Eu creio em um Deus onipotente e presente,
o que é possível sentir e vê, pela minha fé.
O cego vê o real pelo sentir o real
não com os olhos materiais
mas pela ótica da fé de que, o que não vê existe e é real.
Percebo Deus pela cosmovisão da minha fé
e sinto em mim a sua presença real naquilo que a minha fé pode tocar.
Se vivo várias vidas,
o que é improvável
ou se vivo uma única vez
o que também é improvável
digo o viver material e encarnado
não importa, pela efemeridade da afirmação,
e sim importa sentir a plausibilidade da existência de Deus.
E o que falar sobre a possibilidade real da morte
e a efêmera existência
com possibilidades de um novo corpo sem máculas e vícios
conforme prometido nas escrituras.
O corpo nu espera um novo corpo em evolução
ou espera um novo corpo perfeito após a uma jornada terrena única?
O que me importa
a encarnação nova em um novo corpo e sua natureza eterna ou efêmera?
Em nada me importa se não a minha vontade única de ser imitador do Cristo.
Os prazeres da eternidade espiritual na carne
ou apenas no espírito
só terá sentido
se esse prazer estiver alinhado com a necessidade de se viver eternamente na presença de Deus.
A minha fé é o meu termômetro de eternidade.
Há quem viva sem fé e ainda assim vive,
há quem viva com fé e ainda assim eterniza a dúvida.
Diria eu que a minha eternidade teve início em algum momento da minha existência
porém permeada pela minha fé não pelo que vejo e sim pelo que sinto
vê pelos olhos do espírito.
O que dirias em torno da possibilidade de um paraíso atemporal e imaterial?
A respeito da única e plausível certeza da eternidade
na presença de Deus
como materialização do paraíso bíblico
dentro da perspectiva de sentir o amor de Deus em espírito e em verdade?
Eu diria que o paraíso é está na presença de Deus
e o inferno a presença da ausência de Deus.
O que me faz assim crer?
Poderias inquerir de forma transversa,
porém te respondo sinceramente:
a minha fé ou tudo aquilo que toco com os sentidos de eternidade.
SOLIDÃO AGRESTE
Solidão agreste
Escrevi histórias
Amei lindas fadas
Escrevi lendas e abri fendas
Amargas
Padeci nas amarras da juventude
Derrotei leões e misturei tintas
Sonhei na efemeridade dos devaneios
Imaginei me amado
Mero fado do desrespeito
Só escremento
E mentiras retorcidas
Imaginei me imortal
Hoje descalço os tamancos que me prendem
domingo, 6 de outubro de 2024
NEM NUS E NEM VESTIDOS. UMA ANÁLISE DO CAPÍTULO 5 DA SEGUNDA CARTA AOS CORÍNTIOS
A vida é uma sequência, o que é improvável, ou seria única? o que também se revela improvável, porém bíblico, entre a possibilidade e a plausibilidade, o que pode revelar a verdade é a fé, ou melhor, a possibilidade de se tocar o real pela fé.
Eu creio em um Deus onipotente e presente, o que é possível sentir e vê, pela minha fé. O cego vê o real pelo sentir o real não com os olhos materiais mas pela ótica da fé de que, o que não vê existe e é real.
Percebo Deus pela cosmovisão da minha fé e sinto em mim a sua presença real naquilo que a minha fé pode tocar. Se vivo várias vidas, o que é improvável ou se vivo uma única vez, e aguardo um novo corpo quando despido, digo o viver material e encarnado, não importa, pela efemeridade da afirmação, e sim importa sentir a plausibilidade da existência de Deus.
E o que falar sobre a possibilidade real da morte e a efêmera existência com possibilidades de um novo corpo sem máculas e vícios conforme prometido nas escrituras?
O corpo nu espera um novo corpo em evolução ou espera um novo corpo perfeito após uma jornada terrena única, conforme Paulo em sua segunda carta aos Coríntios? O que me importa é o novo corpo e sua natureza eterna e não efêmera.
Em nada me importa se não a minha vontade única de ser imitador do Cristo (mais uma vez Paulo sendo citado). Os prazeres da eternidade espiritual na carne ou apenas no espírito só terá sentido se esse prazer estiver alinhado com a necessidade de se viver eternamente na presença de Deus.
A minha fé é o meu termômetro de eternidade. Há quem viva sem fé e ainda assim vive, há quem viva com fé e ainda assim eterniza a dúvida. Diria eu que a minha eternidade teve início em algum momento da minha existência porém permeada pela minha fé não pelo que vejo e sim pelo que sinto vê pelos olhos do espírito.
O que dirias em torno da possibilidade de um paraíso atemporal e imaterial? A respeito da única e plausível certeza da eternidade na presença de Deus como materialização do paraíso bíblico dentro da perspectiva de sentir o amor de Deus em espírito e em verdade?
Eu diria que o paraíso é estar na presença de Deus e o inferno a presença da ausência de Deus. O que me faz assim crer? Poderias inquerir de forma transversa, porém te respondo sinceramente: a minha fé ou tudo aquilo que toco com os sentidos de eternidade.
Sabemos sinceramente, pela fé, e aqui entendo fé enquanto certeza das coisas que vejo com os olhos dessa mesma fé. Percebes a diferença entre viver pelos olhos da fé e apenas ter fé? a fé despida de certeza é apenas tentativa de eternidade, porém, fecha os olhos materiais e sente a presença de Deus, eis a materialização da tua fé, pois tocas o infinito de Deus neste momento.
Eu te convido a viver a acreditar naquilo que a tua fé pode tocar , do ponto de vista humano, exteriormente estamos nos desgastando, porém olhando pela fé, estamos nos renovando para a eternidade, nem nu e nem vestidos, mas na presença de Deus.
quinta-feira, 18 de abril de 2024
VIDA BREVE
Vida leve
e o mar espalha o que é breve
o que é brisa
e resta a vida
leve
o teu toque
tuas vestes em mim
e amanhã tu me vestes
de novo
vida breve
e a respiração esquece
o que é vida
e amanhã
nada resta
só a lembrança que será esquecida
por duas vidas
sem vestes
sem corpo
sem esperas
sábado, 2 de março de 2024
Suzana
te peguei na escola
naquele dia de fumaça
naquele tempo descalça
te levei pra chuva da madrugada
no barzinho da praça
colamos as faces e teu cheiro
era meu espetáculo à parte
nem teu beijo fez parte
da nossa lembrança
te levei em segredo
te deixei em casa
na praça
na noite
lá perto do mar
voltei e sigo
te amando
O LABIRINTO DOS MEUS PEDAÇOS
Penso até que cheguei atrasado
sinto sim algo enganado
e já no ocaso dos cinquenta
aporto meio torto às portas da nova morada
fiz o melhor que há em mim
e fico assim sentado
sozinho na varanda da vida
e descubro tardiamente
que não tem porto na minha espera
ainda lembro meus encantos
meu riso largo
meus novos sapatos
os calos
o lago na miha espera
e os desrespeitos nos jardins que pisei
agora me entrego sentado nos abismos
e olhando o infinito que me espera
sinto um absoluto silêncio nesta minha solidão
não existe mais possibilidades de uma nova dança
rostos colados e pequenos afagos
despretensiosos afagos
apenas quedo
aqui sentado
querendo dançar nos labirintos
dos meus pedaços
sábado, 30 de dezembro de 2023
sexta-feira, 10 de novembro de 2023
SAUDADE
Saudade
A primeira impressão que carrega a mente
quando se articula a expressão saudade
poderia ser de ausência
entretanto a ausência demanda a carência efêmera
e que pode reduzir-se a esperança
do desfrutar novamente o que se perdeu
Porém
o termo semântico vai alem
e percorre espaços
e não apenas tempos
Eu diria sinceramente
que saudade articula tristeza
quando resulta na impossibilidade
do que a espera restaura na mente
tempos e não espaços
são suficientes
SAUDADE DE TU
SAUDADE DE TU
DA TUA SEDE
DA TUA REDE
SAUDADE DAS TUAS QUEIXAS
DOS TEUS GRITOS
DOS TEUS ABSURDOS
SAUDADE DE TU
DO TEU CIÚME
DO TEU COSTUME
DO TEU REVERSO
DO TEU PLEXO
SAUDADE DA TUA FALA
DA TUA VOZ QUE ENCHARCA
DAS TUAS FARPAS
SAUDADE DAS TUAS ROUPAS
TEU CHEIRO E TUA BOCA
SAUDADE DA MINGUA
DA LINGUA
DA ESPERA
DA DESARRUMAÇAO
DO TEU CALOR
TEU PEITO
TEU AMOR
SAUDADE DAS TUAS ENTRANHAS
TEU VIÇO AGRESTE
TEU LESTE
SAUDADE DO TEU SUOR
TEUS EMARANHADOS MEDOS
TEUS CABELOS
TEU VIVER
SAUDADE DE TU
A DOR DO CRISTÃO
A dor do cristão
Caminhar com Deus não nos excluindo do sofrimento
João 11:35
Jesus chorou
O luto se parece um pouco com o medo. Existe o frio na barriga e a sensação de vazio. O infinito não te parece tão ilimitado. Tudo passa a ser desinteressante, no entanto não desejamos ficar sozinhos, porém não me agrada falar com quem quer que seja. Deixa-me sozinho na minha solidão coletiva. O luto é uma solidão coletiva. Todos estão ali, mesmo quem partiu deixou-se ficar ali, como uma espera.
Parece-me a sensação da embriaguez, a cabeça cresce e o passado torna-se lento e pesado, os passos cambaleiam, você entra no modo câmara lenta e tem pavor da solidão, mas não quer está na presença, deseja apenas ouvir vozes na sala ou no corredor, mas não aqui no quarto.
As lembranças afloram e lembro do teu jeito e tuas conversas, mas não desejo pensar em ti que desapareceu feito fumaça e outras horas reclamo de Deus que por injustiça não te segurou aqui e choro desesperadamente e depois secam as lágrimas e fica a sensação de espera.
Este pesadelo vai acabar e acordo logo logo. Bem que desejaria dormir ou acordar? Infeliz distração do meu engano de vida real. E nesse meio tempo da minha alegria e agonia, olho para os lados e pergunto onde está Deus? Ou onde esteve Deus quando o coração parou? Essa é a questão recorrente no luto.
A DOR QUE FICOU NA ARTE - SENZALA -
A dor que ficou na arte
Saudade
Que parte
A dor que restou na arte
O grito
Invade
A esperança derramou
Resvala
No choro
Que arde
A dor que ficou
Na arte
Entre as paredes
Da senzala
Me parte
O coração
Naquele estranho andor
Saudade
Que parte
A dor que restou
Me invade
O grito do silêncio
Invade
Portas e o coração
Da senzala
Resvala
As janelas trancadas
Na arte
Pintadas entre as paredes
Senzala
Solidão
Bengala
E a casa vazia
No ocaso do dia
Na vida
Pra nunca mais
Vento nos olhos
Alguns pessoas gostam de vento nos olhos
que derrama lágrimas
Outras nem vento nem lágrimas
Apenas sorrisos gastos
Alguns sonhos batem na face
e espalham lembranças no coração
espaços e medos
ventos nas janelas do passado
Algumas quimeras e meras esperanças
que aportam nas telas do infinito que fomos
e restamos sozinhos
algumas lágrimas gostam de vento nos olhos
que derrama pessoas
que restam sozinhas
quarta-feira, 13 de setembro de 2023
MISERICÓRDIA É TEU NOME
Ó Vós que Sois!
O Eclesiástico vos chama de ONIPOTÊNCIA
os Macabeus, de CRIADOR
a Epístola aos Efésios, de LIBERDADE
Baruc, de IMENSIDÃO
os Salmos, de SABEDORIA e VERDADE
João, de LUZ
Os Reis, vos chama de SENHOR
o êxodo, de PROVIDÊNCIA
o Levítico, de SANTIDADE
Esdras, de JUSTIÇA
a criação vos chama de DEUS
o homem, de PAI
mas Salomão diz que sois MISERICÓRDIA
e é este o mais belo de todos os vossos nomes
sexta-feira, 25 de agosto de 2023
A SOLIDÃO COLETIVA
A dor do cristão
Caminhar com Deus não nos excluindo do sofrimento
João 11:35
Jesus chorou
O luto se parece um pouco com o medo.
Existe o frio na barriga e a sensação de vazio.
O infinito não te parece tão ilimitado.
Tudo passa a ser desinteressante
no entanto não desejamos ficar sozinhos
porém não me agrada falar com quem quer que seja.
Deixa-me sozinho na minha solidão coletiva.
O luto é uma solidão coletiva.
Todos estão ali
mesmo quem partiu deixou-se ficar ali
como uma espera.
Parece-me a sensação da embriaguez
a cabeça cresce e o passado torna-se lento e pesado
os passos cambaleiam
você entra no modo câmara lenta e tem pavor da solidão
mas não quer está na presença
deseja apenas ouvir vozes na sala ou no corredor
mas não aqui no quarto.
As lembranças afloram
e lembro do teu jeito
e tuas conversas,
mas não desejo pensar em ti
que desapareceu feito fumaça
e outras horas reclamo de Deus
que por injustiça
não te segurou aqui
e choro desesperadamente
e depois secam as lágrimas
e fica a sensação de espera.
Este pesadelo vai acabar e acordo logo logo.
Bem que desejaria dormir ou acordar?
Infeliz distração do meu engano de vida real.
E nesse meio tempo
da minha alegria e agonia
olho para os lados e pergunto
onde está Deus?
Ou onde esteve Deus
quando o coração parou?
Essa é a questão recorrente no luto.