domingo, 28 de maio de 2023

ASSÍRIA E O JUÍZO DIVINO

 ASSÍRIA E O JUÍZO DIVINO

PR Idilio Oliveira 


QUEDA DE ISRAEL

Pela metade do século VIII  com o renascimento do poderoso Império ASSÍRIO comandado por TIGLATE PILESER III ( PUL)

a cidade de Damasco entraria em colapso;

Samaria seria conquistada;

O reino de Israel chegaria ao fim;

Judá quase seria subjugada


SALMANESER V


Tiglater Pileser III morreu em 727 e foi sucedido pelo seu filho Samanaser V.

Em 725 cercou a cidade de Samaria e em 722, após conquistar a cidade, deportou a população de Samaria.

O último Rei de Israel foi Oséias que chegou ao poder como um adido dos Assírios.

Salmanaser chegou a Israel em 725 para exigir lealdade de Oséias. Quando compreendeu que não mais a tinha, cercou Samaria por três anos, até que o povo se entregou em 722.

Uma das razões que motivaram Oséias a proclamar sua independência dos Assírios, foi que este percebeu o grande crescimento do Egito.

2Reis 17.4 ARA

4 Porém o rei da Assíria achou Oseias em conspiração, porque enviara mensageiros a Sô, rei do Egito, e não pagava tributo ao rei da Assíria, como dantes fazia de ano em ano; por isso, o rei da Assíria o encerrou em grilhões, num cárcere.


Salmaneser V tomou a cidade de Samaria MAS EVITOU QUALQUER CONFLITO COM O REINO DE JUDÁ, pois existia um acordo entre Acaz e os Assírios.

Importante frisar que o rei Acaz era submisso aos reis da Assíria, uma lealdade estabelecida mediante a desobediência direta do Senhor da Aliança.

o impacto da queda de Samaria e o surgimento dos Samaritanos

Teriam as promessas e a paciência de Deus, finalmente se esgotado?

A queda de Samaria e a deportação de sua população foram o claro resultado dos pecados cometidos contra Deus.

2Reis 17.7 ARA

7 Tal sucedeu porque os filhos de Israel pecaram contra o Senhor, seu Deus, que os fizera subir da terra do Egito, de debaixo da mão de Faraó, rei do Egito; e temeram a outros deuses.

Mas Judá não estava melhor

2Reis 17.19 ARA

19 Também Judá não guardou os mandamentos do Senhor, seu Deus; antes, andaram nos costumes que Israel introduziu.

Os deportados e Israel foram levados para as demais nações do Império Assírio e, do mesmo modo, habitantes de outros povos estabeleceram-se em Samaria.

O propósito era suprimir qualquer sentimento de nacionalismo, e assim inibir tendências de rebelião e independência.

Dessa miscigenação  surgiram os SAMARITANOS, visto pelos Judeus como uma raça de cães.

SARGÃ0 O USURPADOR

Com a morte de Salmaneser V, quem reinou sobre os Assírios foi Sargão que usurpou o trono. Foi um dos reis mais guerreiros da Assíria, mas não entrou em guerra com Judá. Tudo indica que Acáz rei de Judá, permanecia leal e submisso ao rei da Assíria.

EZEQUIAS DE JUDÁ

A situação mudou radicalmente depois de 715, pois Ezequias filho de Acaz, afirmou lealdade única a Yahwer e rompeu totalmente a aliança com a Assíria.

2Reis 18.7 ARA

7 Assim, foi o Senhor com ele; para onde quer que saía, lograva bom êxito; rebelou-se contra o rei da Assíria e não o serviu.

Na ocasião Sargão não pode punir a aberta insubordinação, mas em 712 ele, voltou para o oeste a fim de reprimir qualquer manifestação contrária a seu governo que por ventura Ezequias houvesse instigado.

Porém, antes de chegar em Judá, teve que retornar a noroeste para proteger o flanco e possivelmente morreu em alguma invasão no norte em 706.

SENAQUERIBE filho de Sargão reinou de 705 a 681

Senaqueribe mal senta no torno da Assíria e estoura uma rebelião na Babilônia comandada por MARRDUK


terça-feira, 23 de maio de 2023

O EVANGELHO DE JOÃO

 O evangelho de João 

Nesse evangelho, o amor de Deus é dramaticamente mediado por Jesus Cristo.

Existem diferenças notáveis entre o quarto evangelho ( assim é conhecido o evangelho de João) e os sinóticos ( demais evangelhos).

Primeiro o evangelho de João não inclui grande parte do material característico dia sinóticos.

Não há parábolas narrativas em João, tampouco relato da transfiguração, nenhum registro da instituição da ceia do Senhor, nenhuma palavra sobre Jesus expulsando demônios, nenhuma menção às tentações de Jesus.

O discurso de Jesus no Monte das Oliveiras não aparece em João.

Segundo, João traz grande quantidade de material que os sinoticistas sequer mencionam.

A transformação da água em vinho, o diálogo com Nicodemos, o Ministério de  Jesus em Samaria, a ressureição de Lázaro, as frequentes visitas de Jesus a Jerusalém e seus extensos diálogos ou discursos no templo e em varias sinagogas, são exclusivos do evangelho de João.

Apenas em João Jesus é explicitamente identificado como Deus.

Terceiro, no evangelho de João, João Batista nega que seja Elias ( João 1.21) embora nos sinóticos, Jesus insista que ele o é ( Marcos 9.11-13).

No evangelho de João há várias dificuldades cronológicas que se deve apontar. João relata pelo menos três páscoas e os sinóticos apenas uma.

A cronologia da paixão de Cristo, no quarto evangelho, quando comparada com os sinóticos, parece tão idiossincrática que deu origem a teorias Complexas sobre calendários independentes.

A maioria dos estudiosos sustenta que João 21 é uma  espécie de apêndice acrescentado à conclusão original.


PR IDÍLIO ARAÚJO


sábado, 1 de abril de 2023

AS SERRAS DE PESQUEIRA

 As serras do Ororubá 

Fugiram e foram pro mar

E restou na praça Don José Lopes

A certeza de que devo chorar

Com saudades do caminhão 

Que apitava quando a peixe 

Gemia e gritava 

Volta pra cá 


Descia o frio e a neblina espantava

A boca que beijei na praça 

E nem rosas 

Nem oliveiras

Nem Suzanas

Só o apito da fábrica 

Me faria voltar


Ando estrangeiro

Nem sinto o cheiro 

Nem o gosto do lugar

Só pedaços da vida

Que se prende no rosto 

E na voz de qualquer cantor

do lado de lá


E só penso na espera

E na ideia de voltar

No verso apenas 

Desse poeta cantador

da serra do Urubá


sexta-feira, 24 de março de 2023

SEM COMPROMISSO

 Sem compromisso


Anseio pelo teu toque

Meu seio desnudo 

Meu medo 

Meu tudo


Tua

Sou tua flauta

Tua falta 

Teu espaço

Teu instante de partir


Sou tua cria

Teu seio desnudo

Tua menina vadia


Amante descalça

Sem fantasia

Tua pia e vômito


Tua dor 

Tua flor 

Teu juízo


Anseio pelo instante 

De gostar

No escuro 

As marcas 

Deixadas pelos carinhos

Teus


Anseio pelo beijo

Pela lingua que flutua

Sem compromisso


Tua 

Sou tua calma

Tua falta 

Tua mante descalça

Perdida 

Nessa escravidão 

De mim

Sem par

MOLHANDO O CÉU

 Molhando o céu da boca


Queria ver-te mais uma vez 

Na retina da minha tela nua


Queria mergulhar no infinito do teu desejo

Ser teu espelho

E poder tocar-te pelo reflexo 


Ser teu plexo e solidão das tuas mãos 

Quando caminha levemente 

Em teus mistérios 


Queria ser o dono do teu abandono

Ser tua noite 

Quando suave respiras sem controle


Queria derramar teus espasmos

Em mim

E assim eternizar nosso segredo


Ai que saudades do teu choro

E do aperto dengoso

Que descia pelo tapete 

E escorria pelas bordas do vestido

Da minha cara nua

Molhando o céu 

E O QUE ME É DE DIREITO?

 E o que me é de direito?


Plausível esse meu medo estrutural

Só mais um nesta multidão de erros

Em uma tolerância redefinida por mim


Mas vai passar

O amor tarda 

Mas vai chegar


mentiras pontuais

Intelectualmente debilitantes

Mas exigem respeito


E o que me é de direito?


A livre expressão 

Dos que discordam?


Ou meus anos de amador?


Mentiras libertárias

Risos de anel do grande amor


Embriagar a dor

Nas noites sem fim

Capricho de menina


E o que me é de direito?


A cama que desarrumei?


Ou o perfume da pequena flor?

Quando fui amante e rei


Mas vai passar

Quando eu não estiver mais aqui


Mentiras pontuais

Rivais das fêmeas 

Sem lar

Que andam errantes

Pelos  estranhos rebanhos 


De noite busco 

Em minha cama

Aquela a quem ama

A minha alma 


E nos tremores noturnos

esqueço

As mentiras libertárias

Risos de anel do grande amor