poesias, prosas, desabafos, comentários jurídicos e outros pontos e contos. Contato: idiliooliveiraaraujo@outlook.com ; idiliooliveira ( Skype ) ; idílio araujo ( facebook )
terça-feira, 9 de junho de 2020
PRA VOCÊ VIVER EM MIM
Eu fiz uma canção pra você viver mais
aqui em mim
ter em você alguém pra se lembrar
esqueci de tudo
que me fizesse você desaparecer
de mim
e nesse tempo
eu te quis
e fiz você viver mais
aqui dentro de mim
eu fiz essa canção
pra você
me ter mais
bem perto do fim
assim
e te digo não
nunca esqueças de se apaixonar
e me ligar antes do fim
por isso fiz
assim
uma canção por medo de te esquecer
em fim
terça-feira, 19 de maio de 2020
MEU INFINITO PARTICULAR
Cadê você que abandonou o meu céu
que desceu da escada do meu tempo
deixando apenas um filho e uma imagem tua
Cadê teu espaço e teu negro olhar
no infinito do meu particular
Cadê você que quebrou meu espelho
pintou meu desejo e derramou teu medo em mim
deixando lembranças do teu riso largo
teu retrato
cadê teu largo abraço
no infinito de mim
cadê você que tergiversa
que irrita a minha longa espera
que escorre pela minha face
que entristece a minha noite
cadê você
no infinito do meu particular
Estou aqui sentado olhando
para o céu procurando por ti
o meu infinito particular
terça-feira, 21 de abril de 2020
O mundo perdido de Suzana
A coragem dos gestos de encontro
o todo dos diálogos em partes
na expectativa do conhecimento
a tua postura e a minha dúvida
o dizer o que sempre esteve
mas que ainda não foi dito
a recusa de representar
e apresentar sentimentos
a tua forma de atribuir sentidos
os movimentos que se encontram
inusitadas diferenças
no teu colo e no meu pensar
como poderia o meu sentir
falar sobre o teu querer
sem estar dentro de ti
sem explicar a magia
que escondes atrás do vestido
que mundo perdido teu espelho não vê
se a cegueira que escondes
não fala nada sobre nós
nem sem nós sobrevive
de Idílio para Suzana
segunda-feira, 6 de abril de 2020
Através do espelho
E eu com saudades de tu
que me aquecestes no berço
da minha espera
que derrubastes Golias e me destes um nome
e escrevestes meu medo
e eras minha viagem
quando subia a serra
só pra ouvir o teu espanto
é tão esquisito ficar sem você
o teu segredo sempre foi escassez
e tuas piadas gritantes demais
mas ainda assim eu ali com você
estava nos braços de um pai
e hoje a minha espera é inverno
as ladeiras são tuneis vazios
e já não me refaz teus segredos
nem me aquece tua ausência
posso saber por onde andas?
que espaços frequentas?
ou em que noites me encontras?
se é que existam ruas
se é que existem saudades
se é que existem noites
até amanhã meu bem
até amanhã
se é que existe amanhã
idilio
domingo, 10 de março de 2019
VAZIO
Queria falar sobre o amor sacrificial
nada de carnal ou outro vendaval
sim, quando se arranca o coração
e se perde e se encontra longe
assim em qualquer estação
queria cantar o espaço arrancado
torná-lo poesia
torná-lo algo visível ao sacrifício
mas ainda assim
quedo lerdo e sem olhos
para fora
e o que vejo?
queria gritar o vazio que vês
e tão repleto de angústias e medos
mas ainda assim
quero torná-lo poesia
e entendê-lo
pois já não posso mais lê-lo
queria escancarar a minha janela
e compreender o livro que visualizo
em uma iris turva
que me espelho
queria assim
refazer cada pedacinho
cada curva
mas ainda assim tropeço
e já não sinto
já não vejo
o sacrifício
de amar assim
idílio
nada de carnal ou outro vendaval
sim, quando se arranca o coração
e se perde e se encontra longe
assim em qualquer estação
queria cantar o espaço arrancado
torná-lo poesia
torná-lo algo visível ao sacrifício
mas ainda assim
quedo lerdo e sem olhos
para fora
e o que vejo?
queria gritar o vazio que vês
e tão repleto de angústias e medos
mas ainda assim
quero torná-lo poesia
e entendê-lo
pois já não posso mais lê-lo
queria escancarar a minha janela
e compreender o livro que visualizo
em uma iris turva
que me espelho
queria assim
refazer cada pedacinho
cada curva
mas ainda assim tropeço
e já não sinto
já não vejo
o sacrifício
de amar assim
idílio
terça-feira, 9 de outubro de 2018
BRASIL
Brasil
um filho teu não foge
e luta pelos filhos seus
a família
a moralidade
a normalidade
Brasil
verde e amarelo
um filho teu
vai arrancar do teu peito
o vermelho que escorre
da tua bandeira
vai replantar a ordem
em meio ao teu povo
e fixar a cruz do cristianismo
no palácio da alvorada
arrancada pelos pagãos
sem pátria
Brasil
a mistura de tintas do teu povo
é o teu galardão
a mistura de línguas
da tua fala
será a gramática nua
e desnudará
os que te desejam
destruir
viva a minha Pátria amada
Brasil
Idílio Araújo
um filho teu não foge
e luta pelos filhos seus
a família
a moralidade
a normalidade
Brasil
verde e amarelo
um filho teu
vai arrancar do teu peito
o vermelho que escorre
da tua bandeira
vai replantar a ordem
em meio ao teu povo
e fixar a cruz do cristianismo
no palácio da alvorada
arrancada pelos pagãos
sem pátria
Brasil
a mistura de tintas do teu povo
é o teu galardão
a mistura de línguas
da tua fala
será a gramática nua
e desnudará
os que te desejam
destruir
viva a minha Pátria amada
Brasil
Idílio Araújo
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
A TUA VINHA
Leva-me e seguirei após ti
e em ti
com razão
resplandece sobre mim
o teu estandarte
e os lírios do teu amor
vê! já passou o inverno em mim
o tempo de cantar chegou
em nossa terra
e antes que caiam as sombras
faze a minha cama
e levantar-me-ei suave
e não temerei os tremores noturnos
Quem és
que despertas como selo
sobre o meu abraço
e os miasmas da minha solidão
são quiasmos que se completam
no final do dia
olho perdido o teu luto
e já não faz sentido
contemplar a tua vinha
se ausentes estais
hoje és quimera
ou luz em outro abraço
despertas em mim
ou permita-me seguir
que navegarei em águas rasas
e não olhes para o fato
da minha dependência
do teu laço
Idílio
e em ti
com razão
resplandece sobre mim
o teu estandarte
e os lírios do teu amor
vê! já passou o inverno em mim
o tempo de cantar chegou
em nossa terra
e antes que caiam as sombras
faze a minha cama
e levantar-me-ei suave
e não temerei os tremores noturnos
Quem és
que despertas como selo
sobre o meu abraço
e os miasmas da minha solidão
são quiasmos que se completam
no final do dia
olho perdido o teu luto
e já não faz sentido
contemplar a tua vinha
se ausentes estais
hoje és quimera
ou luz em outro abraço
despertas em mim
ou permita-me seguir
que navegarei em águas rasas
e não olhes para o fato
da minha dependência
do teu laço
Idílio
domingo, 8 de julho de 2018
O contador de histórias
Acorda amor meu
por que navegas em terras estranhas
e ainda impões pretextos conestativos
para a tua partida
Volta! ainda que por um átimo
aporta em nossa casa
e deixa a melodia do caminhão
despertar o dia
dilacera a penumbra que nos separa
e volta pra casa
um instante
e meu coração fixará a certeza
da tua eternidade
mas
te ver assim
como uma gramática nua
ou um verbo sem direção
entristece o meu tormento
de seguir inventando sofismas
acorda amor meu
por que partistes no sonho?
e ainda disfarças
com teu sorriso calcificado na face
Idílio
sexta-feira, 6 de julho de 2018
Ao menos Diz
O tempo e os dias
contam as noites
que partistes
tu
disseste-me uma vez
que serias a última quimera
serias o naufrágio
da nossa primavera
e seria lindo
tocar o amor
em um tempo perdido
ao menos diz agora
se tu retornaras da última viagem
ainda uma vez
o tempo e os dias
cantam nas noites
em que me diz
que tu
partistes e ainda assim
não se quis
ao menos diz
contam as noites
que partistes
tu
disseste-me uma vez
que serias a última quimera
serias o naufrágio
da nossa primavera
e seria lindo
tocar o amor
em um tempo perdido
ao menos diz agora
se tu retornaras da última viagem
ainda uma vez
o tempo e os dias
cantam nas noites
em que me diz
que tu
partistes e ainda assim
não se quis
ao menos diz
quinta-feira, 7 de junho de 2018
AS PORTAS QUE NÃO ABRI
Perguntai pelas veredas antigas
estradas da vida que percorri
encostas e planos que não senti
perguntai pelos medos
e ainda assim me encontraras
escondido em mim
perguntai pelos tempos
e ainda assim não me encontrei por lá
pois de tudo que vivi
apenas reflexos no hoje
vislumbro no horizonte
de mim
perguntai pelas minhas crenças
que se perderam além do que fui
e ainda assim
ainda hoje caminho entrementes perdido
no que fui e sou
perguntai pelos amigos que visitei
e por entre espaços que loucamente permiti adentrar
mas não poderia dissimular
nada de novo
ainda assim estou aqui
sentado diante de mim
e não posso dizer do que sei
Perguntai mesmo assim
estradas da vida que percorri
encostas e planos que não senti
perguntai pelos medos
e ainda assim me encontraras
escondido em mim
perguntai pelos tempos
e ainda assim não me encontrei por lá
pois de tudo que vivi
apenas reflexos no hoje
vislumbro no horizonte
de mim
perguntai pelas minhas crenças
que se perderam além do que fui
e ainda assim
ainda hoje caminho entrementes perdido
no que fui e sou
perguntai pelos amigos que visitei
e por entre espaços que loucamente permiti adentrar
mas não poderia dissimular
nada de novo
ainda assim estou aqui
sentado diante de mim
e não posso dizer do que sei
Perguntai mesmo assim
terça-feira, 7 de junho de 2016
DESPERDÍCIO DE PASSADO
O problema que me aflige
é escrever algo como condição da felicidade
mas que não reduza a realidade
da esperança
É o desconforto de amar as contribuições
e viver em desapego
No que respeita à promessa de amar eternamente
vivendo em descaso e enumerar várias paixões
e breves problemas que refundam a ansiedade
já seria suficiente para nos causar desconforto
quando nos deparamos com o passado
e com a lembrança desse passado a influenciar
a necessidade do antagonismo
de viver o realismo desesperado de uma espera
Como fazer falar o silêncio
se o silêncio é passado que não pôde ser desenvolvido?
como necessidade impronunciável da ausência
como amor ferido e não resolvido
pelo desespero ou como tragédia pessoal conhecida
A atitude , o hábito de proclamar princípios
o desapego da dor passa a ser realidade empírica
plural, porém conformista
que se detém na fronteira da expectativa de voltar
como se o olhar fixo no ontem eliminasse aqui
além do consenso e do impulso de lutar contra ele
e viver por excesso de passado
morrendo na lágrima que não derrama
materializando a depressão do desperdício de passado.
sexta-feira, 13 de maio de 2016
espasmos perdidos
Longe assim
os caminhos fragmentam
a minha dor
esconder pra quê?
Repetir partir
surgir em novo horizonte
longe assim
esconder aqui
perto ou longe
da boca
de canto a canto
sem pranto
mas esquecido
como espasmos perdidos
os caminhos fragmentam
a minha dor
esconder pra quê?
Repetir partir
surgir em novo horizonte
longe assim
esconder aqui
perto ou longe
da boca
de canto a canto
sem pranto
mas esquecido
como espasmos perdidos
DESATENÇÃO
O mundo deseja apenas o retorno
da mão que efetua o desejo de dividir a soma contrária
caminhos se cruzam como pontes
que desintegram a esperança de uma alma esquecida
voltar é apenas o inicio de um novo fim
viver na esperança efêmera
vaidade de seguir cantando
vantagens compartilhadas
esperas fadadas ao fracasso de uma nova esperança
fado e descaso
de um querer em estragos
Voltas que a vida dá
esperas que o entrementes perdido
avoluma a escada da eterna desesperança
voltei e vi o mundo em estragos divididos
e perdas acumuladas pela desatenção do acaso
Voltei apenas sei
que desatento caminhei perdido
entre efêmeras amizades com vácuos
entre o querer e o dividir espaços
da mão que efetua o desejo de dividir a soma contrária
caminhos se cruzam como pontes
que desintegram a esperança de uma alma esquecida
voltar é apenas o inicio de um novo fim
viver na esperança efêmera
vaidade de seguir cantando
vantagens compartilhadas
esperas fadadas ao fracasso de uma nova esperança
fado e descaso
de um querer em estragos
Voltas que a vida dá
esperas que o entrementes perdido
avoluma a escada da eterna desesperança
voltei e vi o mundo em estragos divididos
e perdas acumuladas pela desatenção do acaso
Voltei apenas sei
que desatento caminhei perdido
entre efêmeras amizades com vácuos
entre o querer e o dividir espaços
quarta-feira, 30 de março de 2016
EFÊMERIDADES
Nada é coerente
o mundo deseja apenas o retorno
da mão que efetua o desejo
de dividir a soma contrária
caminhos se cruzam
como pontes que desintegram
a esperança de uma alma esquecida
voltar é apenas o início
de um novo fim
viver na esperança da efêmera
vaidade de seguir cantando
vantagens compartilhadas
e esperas fadadas ao fracasso
de uma nova esperança
fado e descaso
de um querer em estragos
Voltas que a vida dá
esperas que o entrementes perdido
avoluma a escada da esterna desesperança
Voltei e vi o mundo em estragos divididos
em perdas acumuladas pela desatenção do acaso
voltei apenas sei que desatento caminhei perdido
entre efêmeras amizades com vácuos
entre o querer e o dividir espaços
o mundo deseja apenas o retorno
da mão que efetua o desejo
de dividir a soma contrária
caminhos se cruzam
como pontes que desintegram
a esperança de uma alma esquecida
voltar é apenas o início
de um novo fim
viver na esperança da efêmera
vaidade de seguir cantando
vantagens compartilhadas
e esperas fadadas ao fracasso
de uma nova esperança
fado e descaso
de um querer em estragos
Voltas que a vida dá
esperas que o entrementes perdido
avoluma a escada da esterna desesperança
Voltei e vi o mundo em estragos divididos
em perdas acumuladas pela desatenção do acaso
voltei apenas sei que desatento caminhei perdido
entre efêmeras amizades com vácuos
entre o querer e o dividir espaços
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
LEMBRANÇAS DAS PERDAS
O que Seria do meu coração sem a caixa
que guarda as lembranças das perdas ?
Teria espaço para a dor que em mágoa dilacera a alma
onde ficaria guardada para sempre?
O que seria da minha espera sem a caixa
que guarda a trepidez da minha fé?
teria espaço para a angústia que em mágoa enfada a alma
ou restaria esquecida para sempre?
Seria coração que pulsa sem esperanças
seria espera vazia sem a lembrança das perdas
O que veria a minha alma sem a caixa
que amarga as lembranças das perdas
Veria como lusa fusca que explode e ofusca
a esperança depositada
na caixa das lembranças das perdas.
Idílio
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
a rosa pequenina
Eu que vivia
em mel e sina
voltei menina
quando tu me destes a rosa pequenina
guardei na boca
o beijo e a língua
naquele dia
quando tu me destes a rosa pequenina
molhei a flor
esqueci a menina
naquela boca
e a rosa pequenina
e eu que vivia
em mel e sina
engoli a flor
suguei a menina
pela boca
do mel
da rosa pequenina
domingo, 30 de agosto de 2015
Teu sabor em mim
Toco o clima além do vestido
desnudo a lua
que grita meu nome
em gemidos
expurga o cheiro da terra
e derrama-se por entre
os dedos do ar
inundo teu céu
em fragmentos
deposito no teu colo
a semente do lar
e volto como espasmos
de mãos vazias
prendo o lábio em mim
e oculto o teu querer
entre as penas da libertação
e encosto em vão
teu sabor em mim
idilio
desnudo a lua
que grita meu nome
em gemidos
expurga o cheiro da terra
e derrama-se por entre
os dedos do ar
inundo teu céu
em fragmentos
deposito no teu colo
a semente do lar
e volto como espasmos
de mãos vazias
prendo o lábio em mim
e oculto o teu querer
entre as penas da libertação
e encosto em vão
teu sabor em mim
idilio
domingo, 23 de agosto de 2015
Entretantos
plantei sementes
em corpos e vales
inundei ruas e mares
e ainda posso te encontrar
andei em prantos
em outras línguas e cantos
e no entanto
ainda posso te encontrar
estava aqui pensando
se entre tantos entretantos
ainda posso te encontrar
se ainda vamos namorar as bocas
que deixamos
arranhar os cantos do nosso descanso
plantar os filhos que deixamos
nas fileiras do desencanto
meu amor
estava aqui
pensando
se ainda posso te encontrar
nas filas das praças vazias
em tantas esperas vadias
na flor que molha o engano
entre as pernas do encanto
e entre tantos entretantos
ainda espero te encontrar
meu amor
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
TEMPORAL
É só mais um temporal
é só a chuva lavando o mal
antes que seja tarde
é só a pungente tristeza da lembrança
Natali
é o receio aflitivo da perda
entremeados da felicidade mínima
é só uma contorção transitória
na face do tempo
é mera tolice
a luz que se finda
é só uma lágrima pagã
ou saudade do teu rosto
no ecrã da tela
é só uma peculiaridade
da mente acerca do espanto
do protesto esquecido
é só o amor
aprovado e desobedecido
é só o guardião da moralidade
afinal
parece devastador
mas
é só mais um temporal
idilio
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Orurubá
Moacir
terras entre serras
cantei as matas passadas
amei o viço agreste
serpentes de lá
sentei calçadas
na imensidão do lugar
desenhei o por do sol
sentado ao luar
fui rei do meu lugar
cantei prosas e cotovias
amei o cheiro e o lugar
arranhei esperanças
fui assim
Moacir do Ororubá
Hoje não resta
nem calçadas nem praças
hoje nem sei onde é o lugar
apenas gritei pelo nome
que me via por lá
Moacir vem pra cá
fecha os olhos
o cheiro do mato
a terra molhada a derramar
nostalgias pelo ar
A minha Pesqueira
e eu pala praça
Moacir vem pra cá
sai dessa esperança
a vista alcança
alí não é mais teu lugar
terras entre serras
cantei as matas passadas
amei o viço agreste
serpentes de lá
sentei calçadas
na imensidão do lugar
desenhei o por do sol
sentado ao luar
fui rei do meu lugar
cantei prosas e cotovias
amei o cheiro e o lugar
arranhei esperanças
fui assim
Moacir do Ororubá
Hoje não resta
nem calçadas nem praças
hoje nem sei onde é o lugar
apenas gritei pelo nome
que me via por lá
Moacir vem pra cá
fecha os olhos
o cheiro do mato
a terra molhada a derramar
nostalgias pelo ar
A minha Pesqueira
e eu pala praça
Moacir vem pra cá
sai dessa esperança
a vista alcança
alí não é mais teu lugar
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