A tua presença faz
Olvidar quem sou
desejando sugar teu cheiro
para dentro
em mim
como se fosse alma
a vivificar um templo
morto
Sentir teu gosto
em um átimo
foi prazer divino
mesmo que proibido
o tempo da volta
mesmo que unilateral
o lábio que beija o púlpito
do teu consentimento
desejo sim
mas que tempos
que costumes
eles amam
nós
desejamos
idilio
poesias, prosas, desabafos, comentários jurídicos e outros pontos e contos. Contato: idiliooliveiraaraujo@outlook.com ; idiliooliveira ( Skype ) ; idílio araujo ( facebook )
quarta-feira, 28 de maio de 2014
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Ausente
Como externar o que se sente
se às vezes a verdade mente
e de tanto que se sente
que por palavras não se ressente
o que se mente
Por vezes
e direi apenas para os que sentem
é bem mais suave ser ausente
como viver e não ser alegre
nem triste
ser apenas demente
refém mas nunca descrente
Por vezes
e direi apenas uma vez
ausente
idilio
segunda-feira, 24 de março de 2014
quimeras
estou eu a te olhar
e te ver chegar é tão seguro
que esqueço que vejo o passado
por entre sonhos e fados
o beijo que te dei
foi tão real
que senti medo
em teu olhar
e eis que esqueço
mais uma vez
que foi só a volta
pro passado
de uma mente
que sente a ausência
do cheiro
que tua espera exala
fecho meu espaço
e hodiernamente escapo
pros teus braços
meu tudo
meu colo
meu cansaço
e te ver chegar é tão seguro
que esqueço que vejo o passado
por entre sonhos e fados
o beijo que te dei
foi tão real
que senti medo
em teu olhar
e eis que esqueço
mais uma vez
que foi só a volta
pro passado
de uma mente
que sente a ausência
do cheiro
que tua espera exala
fecho meu espaço
e hodiernamente escapo
pros teus braços
meu tudo
meu colo
meu cansaço
terça-feira, 11 de março de 2014
Ladeiras
Terezas
ladeiras e músicas
lagoas pequeninas
lagoinhas
e tua boca nua
Suzana e ruas
pra se namorar no trigo de um rei
nada já que na lua não há mar
e um grande bem e um violão
um beijo
pai e mãe
e uma morena do cor do Brasil
e uma dor de uma ilha pernambucana
de um lábio com gosto de céu
cá entre estou em um dia de abril
oito rosas marias
um dia de sol em minha vida
e quem fugiu ressurgiu
numa noite de verão
em qualquer São João
com salsa e manbo
luz do mar e lucila de varoniladeus
de mais e mais eloy baby
ioná a dama do mar
e fugiu pro mato
lá além do ororubá
mas rosa maria é o meu grande bem
alma gêmea que ruiu
jogos de amar
carícias
e o meu mundo num vai e vem
Waine o amor que giga nunca sentiu igual
talvez uma luz se abrirá
talvez a índia que Paula bela
rua me deu
em amores ilhas e quintais
jovens demais
flores de lácio núbias e jane las
carmins
pesqueiras
ladeiras
ladeiras
O invisível de nós dois
a espera longa maculou o sonho
teu sorriso e a minha alegria
não pude te reter nos lábios e braços
mas
ainda assim
não fui infeliz
e não haverá respostas
na porta para o universo
nem em meus versos
mas ainda assim
o nosso amor vai além do efêmero
e existiu
o tempo suficiente para ser feliz
digo te
amor
continuo amando
o invisível de nós dois
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
A dor que não se mede
Qual a medida de uma vida?
um segundo
tudo termina
qual o valor do viver?
um segundo
toda uma vida
em outro rumo
Qual Senhor
o tempo de uma vida?
um segundo
um outro mundo
Toda a construção rui
todos os planos
todos os segredos
toda dor
em um segundo
Qual o termo de uma vida?
Senhor do Universo
Qual a vida que escolhestes
para Teus filhos
em um segundo
se é tão sutil
mas é eterno
aquele átimo
da dor que não se mede
um segundo
tudo termina
qual o valor do viver?
um segundo
toda uma vida
em outro rumo
Qual Senhor
o tempo de uma vida?
um segundo
um outro mundo
Toda a construção rui
todos os planos
todos os segredos
toda dor
em um segundo
Qual o termo de uma vida?
Senhor do Universo
Qual a vida que escolhestes
para Teus filhos
em um segundo
se é tão sutil
mas é eterno
aquele átimo
da dor que não se mede
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
TERNURA
Descanso da paixão
porto
solidão
colo dos amores
espaço
refrão
silêncio dos espasmos
espera
reflexão
boca da lira
espaço
refrão
memória dos amantes
procura
questão
desejo insano
espaço
refrão
prazer depois do prazer
gosto
paixão
colo dos amores
espaço
questão
idilio
Descanso da paixão
porto
solidão
colo dos amores
espaço
refrão
silêncio dos espasmos
espera
reflexão
boca da lira
espaço
refrão
memória dos amantes
procura
questão
desejo insano
espaço
refrão
prazer depois do prazer
gosto
paixão
colo dos amores
espaço
questão
idilio
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Meu Tempo superficial
Escrever é uma questão de procura
e existe um tempo superficial nesta busca
que torna a alma pobre na cobiça e não reduz as posses
mas limita o desejo sano das descobertas
Esse vazio das certezas deprime a sentinela
e não existe ternura no descanso da espera
apenas se angustia a ansiedade pelo fim da responsabilidade
e o novo saber não repara o medo da próxima hora
idilio
e existe um tempo superficial nesta busca
que torna a alma pobre na cobiça e não reduz as posses
mas limita o desejo sano das descobertas
Esse vazio das certezas deprime a sentinela
e não existe ternura no descanso da espera
apenas se angustia a ansiedade pelo fim da responsabilidade
e o novo saber não repara o medo da próxima hora
idilio
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Rosas
Rosas amareladas
ainda são rosas
e exalam mansidão
de quem não viveu em vão
Rosas com pétalas toscas
são belas quando caem nas docas
pois renascem
para outras histórias
Rosas pintadas nas faces
de outras rosas
são rosas que enroscam
beijando-me a face
Rosas por que partes
sem rosas ?
por que não esperas
uma nova aurora
e descansas no colo
de Teodora ?
Rosas amareladas
descalças na serra
sem caule despétalas
mas voltas para o jardim
do Senhor
Rosa
eis que tu flores nos jardins
que desenhastes por aqui
deixastes teu cheiro
e o teu riso sem fim
para Tia Rosa que agora perfume outro jardim
idílio
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Eikhah
Como está ocaso o mundo
antes esplendor da luz fusca
repleta de lírios e fadas
tornou-se vassalo entre províncias
mescladas de descaso
e sepulturas
Chora
no exílio minhálma
em fuga da opressão
sem portões e sem descanso
incapaz de encontrar arrimo
nem riso dos faustos
que em tempos antigos
honravam o que hoje desprezam
pois carregam impurezas em suas saias
todo o corpo geme
e da íris vertem lágrimas de solidão
e o coração
arcaboiço da doçura
convulsiona-se dentro do peito nu
e meus gemidos são mudos
tu chamaste e meus terrores
jazem espalhados em cada esquina
como língua que se levantam
sem princípios seguem
e suas peles enrugam-se sobre a pele
mas caminham vestindo púrpura
os mortos espalham justiça
com suas mãos compassivas
esmagam o próprio peito
como se tivessem sido perfurados
pela espada de Naim
ungidos sob a proteção da Nação
Nós suportamos o peso da culpa
somos governados por escravos
e cauterizamos a nossa fome por justiça
e a alegria desaparece
como a juventude escapa em féretro
das mãos impuras dos insanos
inútil
inútil
idílio
antes esplendor da luz fusca
repleta de lírios e fadas
tornou-se vassalo entre províncias
mescladas de descaso
e sepulturas
Chora
no exílio minhálma
em fuga da opressão
sem portões e sem descanso
incapaz de encontrar arrimo
nem riso dos faustos
que em tempos antigos
honravam o que hoje desprezam
pois carregam impurezas em suas saias
todo o corpo geme
e da íris vertem lágrimas de solidão
e o coração
arcaboiço da doçura
convulsiona-se dentro do peito nu
e meus gemidos são mudos
tu chamaste e meus terrores
jazem espalhados em cada esquina
como língua que se levantam
sem princípios seguem
e suas peles enrugam-se sobre a pele
mas caminham vestindo púrpura
os mortos espalham justiça
com suas mãos compassivas
esmagam o próprio peito
como se tivessem sido perfurados
pela espada de Naim
ungidos sob a proteção da Nação
Nós suportamos o peso da culpa
somos governados por escravos
e cauterizamos a nossa fome por justiça
e a alegria desaparece
como a juventude escapa em féretro
das mãos impuras dos insanos
inútil
inútil
idílio
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Pétalas
Anjo do norte
Rosas amarelas
orquídeas da serra
Pétalas
Menina flor
cheiro virgem
de verdes almas
da rosa pequenina
esquinas da dor
Anjo da serra
flor que exala bruma
que encanta a pedra
e despenca pétalas
por entre dedos e línguas
rosas amarelas
anjo do norte
esquinas da dor
rosa pequenina
pétalas
idilio
Rosas amarelas
orquídeas da serra
Pétalas
Menina flor
cheiro virgem
de verdes almas
da rosa pequenina
esquinas da dor
Anjo da serra
flor que exala bruma
que encanta a pedra
e despenca pétalas
por entre dedos e línguas
rosas amarelas
anjo do norte
esquinas da dor
rosa pequenina
pétalas
idilio
Sou o que Sou
Aborrece-me o ódio consumado
não poderia crer em inimigos de fato
todos os meus caminhos
enquadram o meu andar
e lá está o mais profundo abismo
de onde me ausentarei
se tomo as asas da alvorada
Ergo a minha voz
e derramo bálsamo sobre queixas
e dentro de mim
quedam as armadilhas ocultas
da terra dos viventes
Levanto as mãos
e o meu coração se vê turbado
em uma terra sedenta
que me esconde a face
e como a sombra que passa
disperso a mentira
do poder dos estranhos
e meu lamento
divulga as faces notórias da maldade
e invoco a vontade dos que temem
e dos que esperam
e destrancam as portas das fronteiras
que fazem de mim
uma nação
idilio
não poderia crer em inimigos de fato
todos os meus caminhos
enquadram o meu andar
e lá está o mais profundo abismo
de onde me ausentarei
se tomo as asas da alvorada
Ergo a minha voz
e derramo bálsamo sobre queixas
e dentro de mim
quedam as armadilhas ocultas
da terra dos viventes
Levanto as mãos
e o meu coração se vê turbado
em uma terra sedenta
que me esconde a face
e como a sombra que passa
disperso a mentira
do poder dos estranhos
e meu lamento
divulga as faces notórias da maldade
e invoco a vontade dos que temem
e dos que esperam
e destrancam as portas das fronteiras
que fazem de mim
uma nação
idilio
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Dor suprema
Dor suprema
alma esquecida
e a mentira da ausência
e o consolo do desespero
Dor que se instala
e a paz doente
a vida que mente
e o fim da espera
dor que encarcera
e o desprezo do amanhecer
abandono da voz da esperança
lágrima de cera
dor suprema
alma esquecida
pedaço de mim
voltas enfim
idilio
alma esquecida
e a mentira da ausência
e o consolo do desespero
Dor que se instala
e a paz doente
a vida que mente
e o fim da espera
dor que encarcera
e o desprezo do amanhecer
abandono da voz da esperança
lágrima de cera
dor suprema
alma esquecida
pedaço de mim
voltas enfim
idilio
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Orquídea da serra
anjo do norte
rosa amarela
orquídea da serra
pétalas
menina flor
cheiro virgem
da rosa pequenina
esquinas da dor
anjo da serra
florzinha que exala bruma
que encanta a pedra
e desperta o monte
menina que saliva
a rosa
e entorta
a porta do cantor
rosa amarela
orquídea da serra
pétalas
menina flor
cheiro virgem
da rosa pequenina
esquinas da dor
anjo da serra
florzinha que exala bruma
que encanta a pedra
e desperta o monte
menina que saliva
a rosa
e entorta
a porta do cantor
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Nós dois
Desenhamos um filho
e vivemos nós dois
fizemos a história
e mudamos depois
nós dois
aplacamos o tempo
escrevemos bons momentos
e mudamos depois
apagamos os sonhos
de quem veio no antes
em nóis
construímos depois
nosso tempo e vivemos
nós dois
e mudamos de roupa
mudamos de medo
e vivemos as gotas
que caiam de nós
em nóis
e hoje
bem um tempo depois
só desejo te ver feliz
nós dois
nos dois nóis
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Gosto
Um toque
e a boca derrama
e o cheia de espanto
engole o medo e de tanto
partir e chegar
grita por encanto
Um beijo
e o olho morto
derrama
gotas pelo chão
Um cheiro
e o despertar
e a explosão
da lira
Um toque
e o encharque
da ira
e o sufoco
da rosa
que despetalas
num gemido surdo
Um toque
um beijo
um cheiro
um gosto
idilio
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Verde
Verdes
livres da esperança da volta
longe
que entorta o azul
que te dou
leve
quando escondes
o desejo de me ver chegar
verdes
atrás da íris negra
da aliança que pactuas
mesmo que nua
não é minha
nem tua
a gruta que esconde a fala
do desejo que me enlaça
úmida
a porta da minha volta
e do meu prazer em te-la
verde
tua boca
é verde da cor do meu pecado
quando disfarço
meu desejo de respirar
teu hálito
e beijo de soslaio
teu nome
verde
Serei tua
Serei tua
por toda uma eterna manhã
apenas desço da solidão do ontem
e vivo as línguas da juventude
emaranhadas na visão
sublimada da menina na praça
serei tua
por toda a manhã de nós
das bocas que calam
e eternizam o não como um sim
serei a primeira
mas aquela manhã
foi a vida inteira
serei tua
por toda a eterna manhã
das desculpas
e dos meus nãos
quando era namorada
mais que amada
serei tua
apenas na manhã
de nós
não mais das tardes que somos
nem das noites
que nos esperam
por toda uma eterna manhã
apenas desço da solidão do ontem
e vivo as línguas da juventude
emaranhadas na visão
sublimada da menina na praça
serei tua
por toda a manhã de nós
das bocas que calam
e eternizam o não como um sim
serei a primeira
mas aquela manhã
foi a vida inteira
serei tua
por toda a eterna manhã
das desculpas
e dos meus nãos
quando era namorada
mais que amada
serei tua
apenas na manhã
de nós
não mais das tardes que somos
nem das noites
que nos esperam
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Tu és
Tu és
minha fala e estrada
e o que espero
todo dia
no limite do meu espaço
quando rasgo
a solidão
pelo teu braço
meu regresso
e meu descanso
o meu fado
quando sozinho
escuto e silencio
e grito mudo
por teu abraço
o meu resto
quando tudo é desperdício
e efêmero
eterno e meu
Universo
quando pequenino
te espero
todo dia
cura da melancolia
e meu verso
quando triste
desperto
e fico bem perto
do anverso
do resto
minha fala e estrada
e o que espero
todo dia
no limite do meu espaço
quando rasgo
a solidão
pelo teu braço
meu regresso
e meu descanso
o meu fado
quando sozinho
escuto e silencio
e grito mudo
por teu abraço
o meu resto
quando tudo é desperdício
e efêmero
eterno e meu
Universo
quando pequenino
te espero
todo dia
cura da melancolia
e meu verso
quando triste
desperto
e fico bem perto
do anverso
do resto
domingo, 10 de novembro de 2013
Jejuar
Jejuar é sofrer consciente
mas uma dor efêmera
consequente da ação insana
e perdida
jejuar
é compreender a sede
no deserto da dor
é a materialização do arrependimento
é o auto perdão
jejuar é o ápice da oração
é a gratidão
é a memória do coração
que abdica da revolta
e do desespero
jejuar é a resposta
que prepara a alma
é o pleito que não implora
mas agradece e chora
é o amor
é a porta
mas uma dor efêmera
consequente da ação insana
e perdida
jejuar
é compreender a sede
no deserto da dor
é a materialização do arrependimento
é o auto perdão
jejuar é o ápice da oração
é a gratidão
é a memória do coração
que abdica da revolta
e do desespero
jejuar é a resposta
que prepara a alma
é o pleito que não implora
mas agradece e chora
é o amor
é a porta
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