quarta-feira, 23 de julho de 2025

Salmos em oração 15

 Salmo 15  em oração 


Senhor 

Quem habitará no teu santuário?

Quem pode morar no teu santo monte?


Que o Espírito Santo que habita em nós 

Nos inspire a sermos íntegros em nossa conduta 

Que possamos praticar o que é justo aos teus olhos

Que meu coração fale a verdade 

Pois assim nós poderemos habitar na tua presença 


Senhor

Que eu não use a língua para difamar

E que nenhum mal 

Se quer 

Passe pela minha cabeça 

Para destruir meu semelhante


Que eu não lance calúnias ao vento

Que meu próximo seja bendito 


Senhor Deus

Que meu coração rejeite quem merece desprezo

Mas honre os que temem ao Senhor


Que meu coração honre aquele que mantém a palavra

Mesmo sendo prejudicado 


Meu pai

Que eu possa manter  a palavra 
E que não empreste dinheiro 
Visando algum lucro
E que eu não fuja do suborno 
Contra o inocente

Arranca de dentro de mim senhor
O pecado

Pois assim senhor 
Eu caminharei nos teus átrios 
E nunca restarei 
Abalado

Idílio

Salmos em oração 1

 

Meu Deus

Como é

Feliz senhor 

Aquele que não segue o conselho dos ímpios

Como é feliz aquele que não imita a conduta dos pecadores


Deus 

Como é feliz aquele que não se assenta na roda  dos zombadores

Sabemos pai

Que a satisfação do homem  deve estar na lei do senhor

E nela deve meditar dia e noite

Esse sim é

Feliz

Aquele que medita na tua lei senhor 

É como uma árvore plantada à beira de águas correntes

Da fruto no tempo certo

E suas folhas não murcham

Oh meu pai

Que o Espírito Santo que está dentro de nós 

Nos 

inspire a meditar na tua lei de dia e de noite

Para que possamos viver na tua presença 

E tudo o que fizermos possa prosperar 

Para a tua glória e honra

Pois os ímpios senhor

São como palha que o vento leva

E eles não resistirão no julgamento 

E nem permanecerão na comunidade dos justos 


Senhor aprova o meu caminho de homem justo

Pois os caminhos dos ímpios 

Leva a destruição 


Como sou feliz senhor

em permanecer nos teus átrios


Idílio


Ainda sou eu

 Onde estou ?

Ontem percebi meu rosto diferente de quando me conheci.

Os olhos parecem esferas cansadas ou marcadas depois de

Várias curvas e ladeiras riscadas.

Observei bem meu rosto e percebi uma pele estagnada

com marcas que não desenhei e um deserto que escancara estagnação e medo.

Não

Aquele não sou eu pois percebo emaranhados de pelos desconexos em uma

Mistura de cores em desalinhos 

Evidente que não me percebo ali  naquele rosto

Algo mudou drasticamente

mas

A alma é a mesma 

Os sonhos ainda continuam ali 

Escondidos atrás da íris 

Lá no fundo do olho 

Ainda sou eu


Idilio

terça-feira, 15 de julho de 2025

Noites Claras

 Noites claras


Existem noites de

Uma sensatez contagiante e que só é possível senti-las e vivê-las 

Na nossa juventude.

Existem amores debaixo do céu que senti-los 

É uma questão jovem

Que vem com frequência 

Na alma idosa, 

Parecendo diferentes senhores 

Cada um no seu tempo 

Porém 

Ambos no mesmo abraço.


Parece-me um abandono dos amores torpes da segunda idade

Uma solidão de mim

Uma espera incongruente pelo todo 

Que me desenhou até aqui 


Uma espécie de abandono dos que fui

A criança e o adolescente já partiram 

O homem adulto afasta-se lentamente

E nessa instância resta a quietude de viver sozinho

Sem os meus eus de antanho


Passo a não ter medo de ficar sozinho 

E me pego vasculhando o presente sem esperas e sem nostalgias


Conheço o íntimo de todos eles

Vivi a praticidade de sê-los

Admiro os por terem sobrevivido

Levando-me nessa viagem 

Até aqui 


Eles, é claro

Não me conhecem

Pois sou apenas depois deles 

E mesmo sendo o mesmo eu

Somos diferentes 


Resta-me contemplar o dia que nasce

Em noites claras

Que habita a minha alma


Idilio Oliveira

segunda-feira, 14 de julho de 2025

A INGENUIDADE DA ATENÇÃO

Ingênua a atitude de escrever sem público 
e na ingenuidade das respostas em questões aparentes
quando no meu rosto estampa a ironia do humor

É demasiado estranho quando instado 
por trás de perguntas de quem não espera novas prosas
ademais 
existe leitor?

Vamos então desabafar através da letra morta 
afinal 
teria melhor critico?
eis-me aqui critico de mim

O poeta sentado à mesa redonda 
quase pálido e com um olhar fixo 
nos desenhos esparsos de passado
escreve sentidos tortos 
nostálgicos

ingenuidade comum
que assalta a meia idade
nem novo e nem velho
apenas poeta

é comum no ocaso 
tomar um caso particular por regra geral
deturpações de noções e convicções
derramados por entre os dedos 

lágrimas vertidas na solidão
ingenuidades da velhice da mente 
e o medo de acordar em vão
e ter vivido contemplando a ilusão

Idilio oliveira