domingo, 6 de outubro de 2024

NEM NUS E NEM VESTIDOS. UMA ANÁLISE DO CAPÍTULO 5 DA SEGUNDA CARTA AOS CORÍNTIOS

A vida é uma sequência, o que é improvável, ou seria única? o que também se revela improvável, porém bíblico, entre a possibilidade e a plausibilidade, o que pode revelar a verdade é a fé, ou melhor, a possibilidade de se tocar o real pela fé.

Eu creio em um Deus onipotente e presente, o que é possível sentir e vê, pela minha fé. O cego vê o real pelo sentir o real não com os olhos materiais mas pela ótica da fé de que, o que não vê existe e é real.

Percebo Deus pela cosmovisão da minha fé e sinto em mim a sua presença real naquilo que a minha fé pode tocar. Se vivo várias vidas, o que é improvável ou se vivo uma única vez, e aguardo um novo corpo quando despido, digo o viver material e encarnado, não importa, pela efemeridade da afirmação, e sim importa sentir a plausibilidade da existência de Deus.

E o que falar sobre a possibilidade real da morte e a efêmera existência com possibilidades de um novo corpo sem máculas e vícios  conforme prometido nas escrituras? 

O corpo nu espera um novo corpo em evolução ou espera um novo corpo perfeito após  uma jornada terrena única, conforme Paulo em sua segunda carta aos Coríntios? O que me importa é o novo corpo e sua natureza eterna e não efêmera.

Em nada me importa se não a minha vontade única de ser imitador do Cristo (mais uma vez Paulo sendo citado). Os prazeres da eternidade espiritual na carne ou apenas no espírito só terá sentido se esse prazer estiver alinhado com a necessidade de se viver eternamente na presença de Deus. 

A minha fé é o meu termômetro de eternidade. Há quem viva sem fé e ainda assim vive, há quem viva com fé e ainda assim eterniza a dúvida. Diria eu que a minha eternidade teve início em algum momento da minha existência porém permeada pela minha fé não pelo que vejo e sim pelo que sinto vê pelos olhos do espírito. 

O que dirias em torno da possibilidade de um paraíso atemporal e imaterial? A respeito da única e plausível certeza da eternidade na presença de Deus como materialização do paraíso bíblico dentro da perspectiva de sentir o amor de Deus em espírito e em verdade? 

Eu diria que o paraíso é estar na presença de Deus e o inferno a presença da ausência de Deus. O que me faz assim crer? Poderias inquerir de forma transversa, porém te respondo sinceramente: a minha fé ou tudo aquilo que toco com os sentidos de eternidade.

Sabemos sinceramente, pela fé, e aqui entendo fé enquanto certeza das coisas que vejo com os olhos dessa mesma fé. Percebes a diferença entre viver pelos olhos da fé e apenas ter fé? a fé despida de certeza é apenas tentativa de eternidade, porém, fecha os olhos materiais e sente a presença de Deus, eis a materialização da tua fé, pois tocas o infinito de Deus neste momento.

Eu te convido a viver a acreditar naquilo que a tua fé pode tocar , do ponto de vista humano, exteriormente estamos nos desgastando, porém olhando pela fé, estamos nos renovando para a eternidade, nem nu e nem vestidos, mas na presença de Deus.