sexta-feira, 13 de maio de 2016

espasmos perdidos

Longe assim
os caminhos fragmentam
a minha dor


esconder pra quê?

Repetir partir
surgir em novo horizonte

longe assim
esconder aqui
perto ou longe

da boca
de canto a canto
sem pranto
mas esquecido
como espasmos perdidos

DESATENÇÃO

O mundo deseja apenas o retorno
da mão que efetua  o desejo de dividir a soma contrária
caminhos se cruzam como pontes
que desintegram a esperança de uma alma esquecida
voltar é apenas o inicio de um novo fim
viver na esperança efêmera
vaidade de seguir cantando
vantagens compartilhadas
esperas fadadas ao fracasso de uma nova esperança
fado e descaso
de um querer em estragos
Voltas que a vida dá
esperas que o entrementes perdido
avoluma a escada da eterna desesperança
voltei e vi o mundo em estragos divididos
e perdas acumuladas pela desatenção  do acaso
Voltei apenas sei
que desatento caminhei perdido
entre efêmeras amizades com vácuos
entre o querer e o dividir espaços

quarta-feira, 30 de março de 2016

EFÊMERIDADES

Nada é coerente
o mundo deseja apenas o retorno
da mão que efetua o desejo
de dividir a soma contrária
caminhos se cruzam
como pontes que desintegram
a esperança de uma alma esquecida

voltar é apenas o início
de um novo fim
viver na esperança da efêmera
vaidade de seguir cantando

vantagens compartilhadas
e esperas fadadas ao fracasso
de uma nova esperança
fado e descaso
de um querer em estragos
 Voltas que a vida dá
esperas que o entrementes perdido
avoluma  a escada da esterna desesperança

Voltei e vi o mundo em estragos divididos
em perdas acumuladas pela desatenção do acaso
voltei apenas sei que desatento caminhei perdido
entre efêmeras amizades com vácuos
entre o querer e o dividir espaços

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

LEMBRANÇAS DAS PERDAS


O que Seria do meu coração sem a caixa
que guarda as lembranças das perdas ?
Teria espaço para  a dor que em mágoa dilacera a alma
onde ficaria guardada para sempre?

O que seria da minha espera sem a caixa
que guarda a trepidez da  minha fé?
teria espaço para a angústia que em mágoa enfada a alma
ou restaria esquecida  para sempre?

Seria coração que pulsa sem esperanças
seria espera vazia sem a lembrança das perdas

O que veria a minha alma sem a caixa
que amarga as lembranças das perdas
Veria como lusa fusca que explode e ofusca
a esperança depositada
na caixa das lembranças das perdas.

Idílio



segunda-feira, 7 de setembro de 2015

a rosa pequenina




Eu que vivia
em mel e sina
voltei menina
quando tu me destes a rosa pequenina

guardei  na boca
o beijo e a língua
naquele dia
quando tu me destes a rosa pequenina

molhei a flor
esqueci a menina
naquela boca
e a rosa pequenina

e eu que vivia
em mel e sina
engoli a flor
suguei a menina

pela boca
do mel
da rosa pequenina

domingo, 30 de agosto de 2015

Teu sabor em mim

Toco o clima além do vestido
desnudo a lua
que grita meu nome
em gemidos
expurga o cheiro da terra
e derrama-se por entre
os dedos do ar

inundo teu céu
em fragmentos
deposito no teu colo
a semente do lar
e volto como espasmos
de mãos vazias

prendo o lábio em mim
e oculto o teu querer
entre as penas da libertação
e encosto em vão
teu sabor em mim

idilio