as palavras estão aí, uma a uma, que dirá minh'alma . Feliz Vida Para meus leitores do Brasil, Estados Unidos, Canadá, França, Cingapura, Ucrânia, Argentina, China, Rússia, Espanha, Portugal, Alemanha, Dinamarca , Reino Unido, Eslovênia, Itália, Mexico e Croácia













quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A ausência que seremos



Qual a ausência que seremos?
ou queremos não ser ausência
mas seremos

todavia o que importa
é saber se seremos a ausência
que queremos
mas já somos e seremos
ausência

qual a ausência que seremos?
para quem queremos ser
e quem derramará alegrias na ausência
que seremos
ou não haverá quem de presente sinta
a ausência que seremos
ou quem sinta
a presença da nossa ausência

eu quero derramar presença na ausência
esparramar meu sorriso nas lágrimas da ausência
pois não desejo ser lembrança e sim
andanças presente na ausência que serei

idilio

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Gramática nua

Como poderia reinventar a linguagem do amor
em nome dos obsoletos estágios de quietude da minha'lma
se de fato vivo em tormenta e em perplexidade emancipatória da saudade
Seu nome?
repetições do desejo dos extremos que desaparecem como metáforas
de 23 dias de um dezembro qualquer
amei e amo a relação que se inverteu e que por teórica preencheu vazios
na cultura do meu tempo segundo
inventei um nome e uma fábula do teu cheiro
que escorria entre os dedos da gramática nua 
e tu, mera luz que se insinuou na fragmentação da minha indiferença
e do meu desespero
fomentou como imposição a melancolia e declarou o fim da estrada
quando por igualdade humana 
desapareceu como excentricidade 
na cidade extrema da minha aventura e agonia
idilio

domingo, 14 de dezembro de 2014

Casa Forte

Caminhando na tua praça
parei na tua porta
mergulhei na tua escada
no teu passado

saudade é dor que não se mede
páginas que não se repetem
e então
cadê você?

caminhando na tua praça
voltei ao teu colo
de menina flor
das vozes ôcas
do nosso amor

das promessas
do beletrismo
e do cinismo da descrença
dos incaultos

de loucas trocas
de liras e patricias
da lágrima da incompetência
do beijo da espera

caminhando na tua praça
me perdi no meio do nada
no espaço de toda uma vida
que não construi
e nada
só o vazio dessa estrada
são tantas histórias
que levam ao nada
são tantas mágoas
que o homem busca
e no fim
só resta a praça
nem nome nem nada
só o vazio atras da porta
e a casa vazia

a tua casa alí
na mesma esquina
a igreja
e eu que vejo a tua espera
e a minha chegada
eu que lave a alma
ao te imaginar
perdida
na praça.

idilio



sábado, 15 de novembro de 2014

Teologia da Indiferença

O desprezo do assistencialismo
a vocação natural da passividade e da domesticação
a canalhice do porco e a mão de Alice
a falta do gosto da comprovação e o gozo da hipocrisia
a permeabilidade da teologia e o sonho da mansidão
a preguiça do rebanho e a máscara do pastor para enganar o lobo
e a esterpe da palavra esvaziada de realidade
os cegos e os loucos
a alienação  e a batalha da humanização
a disseminar fantasia estéril e o gosto da comprovação
da invenção da hermeneutica.
a aspiração da eternidade
e o potencial autoritário da responsabilidade
pela desconexão da consciência moral
o caráter manipulador e a indiferença
e eu e tu
alí sentados
a visualizar a fome da multidão

idilio


terça-feira, 9 de setembro de 2014

assim assim

Partindo a noite
andando
dentro de mim
feito língua
que  dança
e gira
dentro do céu

umedeceu
andando
o canto do olho
feito lágrima
que escorre
e grita
e sai de mim

cantou
a voz rouca
que explodiu
feito espasmos
loucos
e por pouco
fiquei em mim

idilio